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Title: Graciliano Ramos, o insone encarcerado
Authors: Neves, Rodrigo Jorge Ribeiro
metadata.dc.contributor.advisor: Figueiredo, Eurídice
metadata.dc.contributor.members: Dias, Ângela Maria
Figueiredo, Carmem Lúcia Negreiros de
Neto, Godofredo de Oliveira
Dias, André
Issue Date: 8-May-2017
Abstract: A literatura de Graciliano Ramos sofre expressiva guinada estética, a partir de 1937, depois de passar dez meses na prisão. Embora quase todos os seus livros tenham partido de um conto, apenas depois de sua liberdade, o escritor alagoano passou a se dedicar à narrativa curta, em sua concepção, organização e crítica. Os contos produzidos nesse período foram reunidos em Insônia (1947), mas alguns deles foram também publicados em Dois dedos (1945) e Histórias incompletas (1946), cada um destes dois como esboço de uma proposta estética que tomaria consistência apenas no livro posterior. A estrutura do conto passa a orientar, então, a atividade criativa de Graciliano, que abandona o gênero romanesco e busca a forma mais “razoável” para expressar criticamente as tensões entre indivíduo e sociedade. Além disso, o escritor incorpora organicamente alguns procedimentos de tendências artísticas herdadas das vanguardas históricas, não de modo conciliado, mas por meio de apropriações críticas e diferenciais. Com isso, Graciliano elabora estratégias estético-narrativas na concepção de Insônia, que se tornam fundamentais para a escrita de Memórias do cárcere (1953), cujos capítulos apresentam, em sua maioria, aspectos congruentes a alguns contos de Insônia, especialmente os aqui denominados “Noturnos”. As categorias simbólicas de “noturnidade” e “insonolência” tornam-se também fundamentais para o desenvolvimento do conceito de memória em Graciliano Ramos, um dos componentes decisivos para a construção do livro sobre a cadeia. Portanto, a tese busca comprovar a importância de Insônia na concepção de Memórias do cárcere, bem como das articulações do substrato do vivido na reconfiguração estética do projeto literário do escritor e na produção de sua contística
metadata.dc.description.abstractother: From 1937 on, the literature of Graciliano Ramos has a significant esthetic turn, after ten months in prison. Though almost all of his books have been created from a short story, after his release, the writer has begun to produce, organize and criticize short stories. The texts produced during that period were gathered in Insônia (Insomnia), 1947, although some of them have also been published in Dois dedos (Two Fingers), 1945, and in Histórias incompletas (Incomplete Stories), 1946, each having an esthetic proposal that would only become more consistent in his later book. Then, the structure of the short story serves as a guideline to Graciliano’s creative activity, which leads him to leave the novel and to seek a reasonable form to critically express the tensions between man and society. Furthermore, the writer organically embodies some procedures of artistic tendencies inherited from the historic vanguards, not in a conciliatory way, but through critical and differential appropriations instead. Thereby, Graciliano elaborates esthetic-narrative strategies to create Insônia, which becomes fundamental to the writing of Memórias do cárcere, considering the aspects of some chapters and the short stories called here “Noturnos” (Nocturnes). The symbolic categories of “nocturnity” and “insomnolence” also become important to develop the concept of memory in Graciliano Ramos, one of the most decisive components to build the book of the prison. Therefore, the thesis aims at proving the importance of Insônia to the creation of Memórias do cárcere, and the articulation of the living substrate with the esthetic reconfiguration of Graciliano Ramos’ literary project and his short story production
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3467
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