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Title: Valor público em disputa na administração pública brasileira - o caso do Banco do Brasil: “um banco de mercado com espírito público"
Authors: Santos, Laura Leboso Alemparte Abrantes dos
metadata.dc.contributor.advisor: Gurgel, Claudio Roberto Marques
metadata.dc.contributor.members: Costa, Frederico Lustosa da
Figueiredo, Julio Carlos
Cabral, Paula Bonfim Guimarães
Issue Date: 6-Jun-2017
Abstract: As empresas públicas, inclusive as organizadas sob a forma sociedade de economia mista são fundadas para serem instrumento de ação do Estado. Historicamente, funcionam cumprindo esse papel, servindo de suporte para diferentes políticas em diferentes governos. Mais recentemente, tornou-se comum supor e defender que a função pública dessas empresas fosse menor, muitas vezes sendo esperado delas uma atuação de empresa privada. Isto se deu a partir de dois eventos. Primeiro, a predominância da lógica liberal de produção, onde a livre concorrência assume uma aparência de regra generalizada, principalmente em sua fase neoliberal. Segundo, a reforma do aparelho do estado no Brasil procura enfatizar valores da gestão privada e a separação entre estado e mercado questionando a função pública das empresas públicas. No caso dos bancos públicos, a disputa dos valores públicos e privados toma uma importância única, pois representa o norte dos negócios do capitalismo financeiro atual, como bem podemos observar em suas crises mais recentes. Pesquisadores de várias partes do mundo e também do Brasil buscam no âmbito das teorias organizacionais aprofundar estudos que demonstrem a centralidade do valor público na administração. O Banco do Brasil é uma empresa pública de mais dois séculos de idade, onde se observa de maneira privilegiada a própria evolução do capitalismo brasileiro e onde a disputa entre valor público e privado é constante. Através da investigação do destino de seus investimentos financeiros no mercado e da postura em suas relações trabalhistas, pode-se observar, cada vez mais, um reposicionamento do BB como um banco privado no mercado, mesmo tendo sido utilizado pelo governo no enfrentamento de crises e em políticas públicas.
metadata.dc.description.abstractother: Public companies, including the joint capital company are founded to be a state action instrument. Historically, they work fulfilling this role, serving as support for different policies in different governments. More recently, it has become common to assume and defend the public function of these companies were lower, often being expected of them a private company acting. This came from two events. First, the predominance of liberal logic of production, where free competition takes on an appearance of general rule, especially in neoliberal phase. Second, the state apparatus reform in Brazil seeks to emphasize the private management values and the separation between state and market questioning the public function of public enterprises. In the case of public banks, the dispute of public and private values takes a unique significance, as it represents the north of the business of the current financial capitalism, as well we can see in its latest crisis. Researchers from around the world and also Brazil seek within the organizational theories further studies to demonstrate the centrality of public value in management. The Bank of Brazil is a public company of over two centuries old, which is observed in a privileged way the very evolution of Brazilian capitalism and where the dispute between the public and private value is constant. Through the investigation of the fate of their investments in the market and posture in their labor relations, it can be seen, increasingly, a BB repositioning as a private bank in the market and was even used by the government in coping with crises and in public policy.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3808
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