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Title: Para além da Estátua: facetas de uma sociedade desencantada inscrita na Pedra de José Saramago
Authors: Silva, Adriana Gonçalves da
metadata.dc.contributor.advisor: Jorge, Silvio Renato
metadata.dc.contributor.members: Roani, Gerson Luiz
Coutinho, Alexandre Montaury Baptista
Figueiredo, Mônica do Nascimento
Oliveira, Maria Lúcia Wiltshire
Issue Date: 26-Jun-2017
Abstract: O escritor português José Saramago afirmou, em uma conferência proferida na cidade de Turim, que a identidade da sociedade moderna ocidental tem se alterado na contemporaneidade. A declaração foi feita quando se referia ao romance A caverna, pertencente ao que denominou como fase da Pedra em sua produção. Nessa mesma conferência, o autor assegura ter levantado algumas pistas em seus romances que ensejam uma reflexão sobre um novo momento social ali transfigurado. No encalço dessa afirmação, elegemos, portanto, a referida fase em nossa tese tanto por situar o contexto de sua fala quanto por ser nesta que o autor declara verter-se ao núcleo de suas reflexões ou, como prefere metaforicamente dizer, à matéria (pedra) de que é feita a Estátua. Dessa forma, pretendemos perceber como a organização social ficcionalizada nos romances da Pedra de José Saramago aponta indícios do surgimento de um novo modelo societário naquele universo narrativo. De modo mais específico, analisaremos a presença dessa sociedade em transformação construída nos enredos sob o viés de três facetas, a saber: o Estado, a Economia e o Sujeito. Dentre os romances da fase da Pedra estabelecemos um recorte que inclui Ensaio sobre a cegueira (1995), Ensaio sobre a lucidez (2004) e As intermitências da morte (2005), para percepcionarmos as relações estatais; A caverna (2000) e Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas (2014), para pensarmos as contingências do setor econômico, e, por último, Todos os nomes (1997) e O homem duplicado (2002), para compor os inquéritos acerca do sujeito. Para identificarmos as pistas das possíveis alterações ocorridas nessas facetas sociais, mediante o avançar da modernidade, utilizaremos como aporte teórico que transversaliza nossas discussões o conceito de desencantamento do mundo, de Max Weber, observando como ele pode criar inteligibilidade e auxiliar na compreensão daquilo que, no texto de Saramago, se deseja como leitura social de um mundo em transformação
metadata.dc.description.abstractother: Portuguese writer José Saramago stated, during a Conference held in the city of Turin, that the identity of modern Western society has been changing in contemporary times. The statement was made when referring to the romance The Cave, belonging to what he called the Stone phase of his production. At the same Conference, the author ensures to have raised some clues in his novels that lead to a reflection on a new social moment transfigured in it. In the wake of such statement, we have chosen, therefore, the referred phase in our thesis both for placing the context of his speech and as for being where the author declares to shed to the core of his reflections or, as he prefers to metaphorically say, the matter (stone) the Statue is made of. Accordingly, we want to understand how the social organization that is fictionalized in the novels by José Saramago points out evidence of the emergence of a new corporate model in such narrative universe. Specifically, we will examine the presence of this changing society built on the plots under the bias from three facets, namely: the State, the Economy and the Individual. Among the novels of the Stone phase we have established a window that includes Blindness (1995), Seeing (2004) and Death with Interruptions (2005), to perceive State relations; The Cave (2000) and The Halberds (2014), to reason the unpredictability of the economic sector, and, finally, All the Names (1997) and The Double (2002), to enquire about the individual. In order to identify the leads of possible changes in these social facets, by the advance of modernity, we will use as a theoretical contribution that cuts across our discussion the concept of Max Weber's disenchantment of the world, observing how it can create intelligibility and assist in understanding what, in Saramago's text, is desired as a social reading of a world under transformation
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3886
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