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Title: Cor e movimento nas poéticas de João Cabral de Melo Neto e Piet Mondrian
Authors: Lima, Maria Rafaelle Beserra Soares
metadata.dc.contributor.advisor: Pedrosa, Celia de Moraes Rego
metadata.dc.contributor.members: Kempinska, Olga Donata Guerizoli
Leone, Luciana Maria di
Issue Date: 26-Jun-2017
Abstract: Este trabalho visa a estabelecer um diálogo entre a poesia de João Cabral de Melo Neto e a pintura de Piet Mondrian, apontando semelhanças entre os artistas no tocante a uma reflexão sobre a arte, o que confere a ela, ao mesmo tempo, um caráter intelectivo e expressivo. Tendo esse objetivo, problematizamos parte da tradição crítica a respeito do processo artístico de ambos e enfatizamos, em nossa leitura, a questão da articulação entre racionalidade e subjetividade em suas obras. Para isso, privilegiamos a abordagem recorrente da cor branca. Em João Cabral, essa é a cor a crise do olhar, visto que, com ela, há uma relação de aproximação e de luta: ao mesmo tempo em que ele a aponta como pura, ela o incita a corromper sua pureza numa luta, que é o processo de feitura de um poema. A mesma atitude pode ser percebida em Mondrian. O branco torna-se um de seus temas pictóricos e, através dele, o pintor vai manifestar uma postura afetiva e convidativa a um lutar “corpo a corpo” com a tela, a fim de eliminar aspectos que nela contrariem uma gramática do “essencial”. Como desdobramento da ideia de um fazer em luta, dá-se a problematização do dinamismo nessas poéticas. Dentre os recursos comuns a Cabral e Mondrian, analisamos o branco como agente propulsor de movimento, a tensão entre narração e descrição, a ideia de série e o efeito vivo das figuras apresentadas. Assim, podemos compreender que as artes de João Cabral e Mondrian colocam na cor a sua expressividade maior, valorizando-a não apenas pelo seu aspecto cromático, mas sim pelas suas significações e contribuições para uma arte “em movimento”, resultante de um fazer em combate. O branco no papel e na tela desperta emoções, travando uma luta contra o que, tradicionalmente, é concebido como real para que haja um realismo de linguagem
metadata.dc.description.abstractother: This work aims to establish a dialogue between the poetry of João Cabral de Melo Neto and the painting of Piet Mondrian, pointing out similarities among artists regarding a reflection on art, which provides it, at the same time, an intellectual and expressive character. With this objective, we problematize part of the critical tradition about the artistic processes of them and we emphasize, in our reading, the question of the articulation between rationality and subjectivity in their works. For that, we favor the recurring approach of white color. In João Cabral, this is the color of the crisis of the gaze, since, with it, there is a relation of approach and fight: at the same time that he points it as pure, it incites it to corrupt its purity in a fight, which is the process of making a poem. The same attitude can be noticed in Mondrian. The white color becomes one of his pictorial themes and, through him, the painter will manifest an affective and inviting posture to a close combat with the canvas, for the purpose of eliminate aspects that in it contradict a grammar of "essential". As a deployment of fight process ideia, there is a problematization of dynamism in those poetics. Among the common resources to Cabral and Mondrian, we analyzed the white as agent of movement, articulation between narration and description, the idea of series and the living effect of the pirctures presented. Thus, we can understand that the arts of João Cabral and Mondrian put in color their greater expressiveness, valuing it not only for its chromatic aspect, but for its meanings and contributions to a "moving art”, resulting from a making of a combat. The white on the paper and on the canvas arouses emotions, waging a struggle against what is, traditionally, conceived as real so that there is a realism of language
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3888
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