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Title: Perfil clínico e epidemiológico dos pacientes portadores de carcinoma hepatocelular atendidos em um hospital federal no município do Rio de Janeiro
Authors: Magalhães, Cristiane Rocha
metadata.dc.contributor.advisor: Setúbal, Sérgio
metadata.dc.contributor.members: Oliveira, Solange Artimos de
Perez, Renata de Mello
Rezende, Guilherme Ferreira da M.
Issue Date: 2016
Abstract: O câncer é responsável por mais de 12% de todas as mortes no mundo: mais de sete milhões de pessoas morrem anualmente dessa doença. Dentre as neoplasias primárias do fígado, o carcinoma hepatocelular (CHC) ou hepatocarcinoma é a mais frequente. No Brasil, este tipo de câncer foi a sexta causa de morte por neoplasia nos últimos 10 anos. Este estudo teve como objetivo determinar as características clínicas e epidemiológicas dos pacientes portadores de CHC atendidos de janeiro de 2011 a dezembro de 2015 no ambulatório de Hepatologia de um Hospital Federal na Cidade do Rio de Janeiro. Foram coletados os dados referentes ao perfil clínico e epidemiológico, ao tratamento e à evolução clínica da doença. O processamento e a análise dos dados foram feitos através dos programas Excel e SPSS 20.0. Dos 326 pacientes, 231 eram homens (70,9%) e 212 de cor branca (65%). O Índice de Massa Corporal (IMC) médio foi de 25,96 (± 4,37). A média de idade ao diagnóstico foi de 62,8 anos. A causa mais frequente de CHC foi a infecção pelo Vírus da Hepatite C (65,6%) seguida por alcoolismo (9,2%), por doença hepática não alcoólica (DHGNA) (9,2%) e pela infecção pelo Vírus da Hepatite B (8,9%). A cirrose já estava presente em 94,5% dos pacientes. De acordo com a função hepática, a maior parte dos pacientes foi classificada como Child A (62,6%) ou B (33,4%). Em relação à classificação pelo Barcelona-Clinic Liver Cancer (BCLC), 135 tiveram seu diagnóstico de CHC ainda na fase inicial da doença: 21 pacientes foram classificados como BCLC 0 e 114 como BCLC A. Cento e quatro pacientes foram classificados como BCLC B e 73 como BCLC C. Quatorze pacientes estavam em estágio terminal (BCLC D) quando o CHC foi diagnosticado. Oitenta pacientes (24,5%) apresentavam cinco ou mais lesões tumorais e em 109 pacientes a lesão de maior tamanho tinha mais que 5 cm de diâmetro. A maior parte dos pacientes foi submetida a pelo menos um tipo de intervenção terapêutica, sendo a TACE (53%) e o sorafenibe (40,2%) as mais frequentes. De 114 pacientes com indicação de transplante hepático (35%), dentro do Critério de Milão, 44 já tinham sido transplantados ao final do estudo. Das 180 mortes registradas, 154 foram por progressão da doença, 12 ocorreram por intercorrências causadas por algum dos tratamentos para o CHC, e 14 não tiveram qualquer relação com o CHC. Concluímos que os pacientes com CHC atendidos no hospital estudado são, em sua maioria, homens, brancos, com sobrepeso, maiores de 60 anos e cirróticos por infecção pelo VHC. A maior parte dos pacientes chegou ao centro de referência em estágio inicial (BCLC A), com uma função hepática ainda preservada (Child A) no momento do diagnóstico, possibilitando a escolha do tratamento mais adequado. Apesar de a maior parte dos pacientes ter sido submetida a TACE e/ou tratamento com sorafenibe, aproximadamente 1/3 dos pacientes puderam ter opções curativas como tratamento inicial
metadata.dc.description.abstractother: Over 12% of all deaths in the world are due to cancer: more than seven million people die of this disease each year. Among primary liver cancers, hepatocellular carcinoma (HCC) is the most common. In Brazil, this type of cancer was the sixth leading cause of cancer death in the last 10 years. This study aimed to describe the clinical and epidemiological characteristics of HCC patients treated from January 2011 to December 2015 at the hepatology outpatient clinic of a federal hospital in the city of Rio de Janeiro. Data concerning the epidemiological and clinic profile, treatment, and clinical course were gathered. Data processing and analysis of variables were performed using the Excel and SPSS 20.0 software. Among the 326 patients, 231 were men (70.9%) and 212 were white (65%). The average BMI was 25.96 (± 4.37). The median age at diagnosis was 62.8 years, ranging from 18.0 to 92 years. The most frequent cause of HCC was Hepatitis C Virus infection (65.6%), followed by alcohol abuse (9.2%), non-alcoholic steatohepatitis (NASH) (9.2 %) and Hepatitis B Virus infection (8.9%). Cirrhosis was already present in 94.5% of patients. According to liver function, most patients were classified as Child A (62.6%) or B (33.4%). Regarding to the Barcelona-Clinic Liver Cancer (BCLC) classification, 135 patients had their HCC diagnosed in an early phase: 21 patients were classified as BCLC 0 and 114 as BCLC A. One hundred four patients were classified as BCLC B, and 73 as BCLC C. Fourteen patients had end-stage disease (BCLC D) when their HCC was diagnosed. Eighty patients (24.5%) had five or more tumor lesions and in 109 patients the largest lesion had a diameter of more than 5 cm. Most patients underwent at least one kind of therapeutic intervention, being transarterial chemoembolization (TACE) (52.1%) and sorafenib (40.2%) the most frequent. We had 114 (35%) of patients diagnosed within the Milan criteria and thus eligible to liver transplantation, of whom 44 had already been transplanted by the end of the study. Of the 180 deaths recorded, 154 were due to disease progression, 12 were due to complications caused by the treatment employed, and 14 had no relationship with the HCC. We conclude that patients with HCC treated at the hospital studied are mostly men, white, overweight, over 60 and cirrhotic HCV infection. Most patients reached the reference center at an initial stage of disease (BCLC A), with a liver function still preserved (Child-Pugh A) at diagnosis, enabling the choice of the most appropriate treatment. Although most patients having undergone TACE and/or treatment with sorafenib, approximately 1/3 of the patients could be curative options as an initial treatment.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/4583
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