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Title: O processo de trabalho na estratégia saúde da família: os problemas e conflitos bioéticos que efluem da produção com o outro
Authors: Marin, Juliana
metadata.dc.contributor.advisor: Ribeiro, Carlos Dimas Martins
metadata.dc.contributor.members: Senna, Marcos Antônio Albuquerque de
Almeida, Patty Fidelis de
Teixeira, Michelle Cecille Bandeira
Franco, Túlio Batista
Costa, Alexandre da Silva
Melo, Eduardo Alves
Ribeiro, Dimas Martins
Issue Date: 2017
Abstract: A complexa prática de produção do cuidado na Estratégia Saúde da Família (ESF) apresenta singularidades que perpassam e caracterizam os problemas e conflitos bioéticos que surgem no processo de trabalho. Nesse cenário, o objetivo desse trabalho é analisar as razões dos problemas e conflitos bioéticos que emergem do processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família e o modo de agir dos profissionais frente a eles, tendo como referência de análise a Teoria do Agir Comunicativo. Para alcançar esse propósito, realizou-se uma investigação qualitativa que contou com três etapas de operacionalização: etnografia, entrevista e grupo focal. A produção do cuidado, por vezes, desfigura-se, transparecendo modos de agir orientados para obtenção de êxitos individuais, que se tornam problemas bioéticos com potencial para gerar conflitos quando provocam a desagregação dos envolvidos, pela não aceitabilidade do seu modo próprio de agir. O principal problema bioético encontrado na equipe foi o descompromisso de profissionais frente a outros profissionais e ao paciente. A razão desse problema está relacionada à ausência de razoável competência interpessoal, às necessidades não atendidas do profissional, à hierarquia e à baixa maturidade psicológica. No processo de trabalho interequipes, o principal problema bioético encontrado foi a falta de solidariedade entre os profissionais das equipes e desses frente aos pacientes que não pertencem ao setor do território sob sua responsabilidade. As razões desse problema estão associadas à cobrança da gestão por incremento da produção para o alcance de metas, à falta de valorização dos trabalhadores e dos seus esforços no desenvolvimento do trabalho, por parte da gestão, e à estima assimétrica entre os profissionais das equipes. Da mesma forma que pode suscitar problemas e conflitos, o modo de agir pode contribuir para sua resolução, manutenção ou agravo. Diante de um conflito bioético, alguns profissionais agem orientados ao próprio êxito através do agir instrumental ou estratégico, o que não promove a sua resolução, mas a sua latência, e compromete os propósitos desse nível de atenção, em virtude da fragmentação da equipe. Ao contrário, através do agir comunicativo, alguns profissionais buscam um entendimento e um acordo para o êxito coletivo que pode ser traduzido no cuidado do paciente. Não basta agrupar pessoas e prescrever suas atribuições e, assim, conceder-lhes a designação de equipe, é preciso que exista o reconhecimento em sua polissemia, tanto para a produção do cuidado, quanto para produção da equipe
metadata.dc.description.abstractother: The complex practice of production of care in the Family Health Strategy presents singularities that permeate and characterize the problems and bioethical conflicts that arise in the work process. In this scenario, the objective of this work is to analyze the reasons for the problems and bioethical conflicts that emerge from the work process in the Family Health Strategy and the modes of action of the professionals in front of them, having as reference of analysis the Theory of Communicative Action. To achieve this purpose, a qualitative investigation was carried out, with three stages of operationalization: ethnography, interview and focus group. The production of care sometimes becomes disfigured, showing modes of action oriented towards individual successes, which become bioethical problems with the potential to generate conflicts when they lead to the disintegration of those involved, by the unacceptability of their own mode of action. The main bioethical problem found in the team was the lack of commitment of professionals front other professionals and the patient. The reason for this problem is related to the absence of reasonable interpersonal competence, unmet needs of the professional, hierarchy and low psychological maturity. In the work process between teams, the main bioethical problem found is the lack of solidarity between the professionals of the teams and those in front of patients who do not belong to the sector of the territory under their responsibility. The reasons for this problem are associated with the collection of management by increasing production to achieve goals, the lack of valorization of the workers and their efforts in the development of work, by management, and asymmetric estimation among the professionals of the teams. In the same way that it can raise problems and conflicts, the mode of action can contribute to its resolution, maintenance or aggravation. In the face of a bioethical conflict, some professionals act oriented to their own success through instrumental or strategic action, which do not promote its resolution, but its latency, which compromises the purpose of this level of attention by the fragmentation of the team. On the contrary, through communicative action, some professionals seek an understanding and an agreement for collective success that can be translated in patient care. It is not enough to group people and prescribe their attributions, and thus grant them the team designation, there must be recognition in their polysemy, both for the production of the care, as for the production of the team
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/5007
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