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Title: Para quem eu escrevo? Produção textual no livro didático e os desafios de escrever numa esfera específica
Authors: Siqueira Junior, Adejair do Espírito Santo
metadata.dc.contributor.advisor: Daher, Maria Del Carmen Fátima González
metadata.dc.contributor.members: Arantes, Poliana Coeli Costa
Vargens, Dayala Paiva de Medeiros
Issue Date: 23-Jan-2018
Abstract: “PARA QUEM EU ESCREVO?” PRODUÇÃO TEXTUAL NO LIVRO DIDÁTICO E OS DESAFIOS DE ESCREVER NUMA ESFERA FICTÍCIA Esta pesquisa teve por objetivo refletir a produção textual no livro didático de língua portuguesa (LDLP) do Ensino Fundamental (EF) Araribá Plus Português, 6º ao 9º ano, (2014). Como córpus de análise consideraram-se os pressupostos teóricos defendidos no manual do professor (MP) e a seção Leitura e produção de texto, na qual constam as tarefas de produção escrita propostas no LD. Esse recorte levou em conta o entendimento do MP como produção discursiva pautada numa determinada concepção de língua, o que permite depreender os contrastes entre o que se diz no MP e o que é apresentado ao aluno como tarefa. Esta pesquisa buscou responder às perguntas: Como o LDLP descreve escrita com base numa teoria enunciativa? Qual o caráter interativo das propostas de produção de texto? De que maneira as propostas de produção de texto se articulam com a(s) teoria(s) apresentada(s) no MP do LDLP? Também foram consideradas as concepções de escrita propostas pelos Parâmetros curriculares Nacionais (PCN) para o EF e os pressupostos da seção produção de textos escritos, dos últimos Editais PNLD 2011, 2014 e 2017. Pois a partir desses documentos, foi possível trazer à luz, de um modo geral, como se vem compreendendo produção escrita nos últimos anos nos LD. Considerando a área dos estudos da linguagem, especialmente, Análise do Discurso (AD) de base enunciativa, nos ancoramos nas noções de discurso (BAKHTIN, 2003), enunciação (MAINGUENEAU, 2009) e enunciado concreto (BAKHTIN, 2003); (SOUZA, 2002). Os resultados da análise apontam para uma compreensão, por parte do MP do LD, de “enunciado concreto” que não considera um interlocutor efetivo; e uma predominância de propostas de texto escrito que evidenciam um interlocutor quase sempre voltado para o contexto escolar. As conclusões nos remetem à necessidade de repensar o ensino de escrita de modo a construir junto aos alunos produções de texto que façam sentido ou que lhes caibam em seus contextos reais de uso da língua
metadata.dc.description.abstractother: “¿A QUIÉN ESCRIBO?” PRODUCCIÓN TEXTUAL EN EL LIBRO DIDÁCTICO Y LOS DESAFÍOS DE ESCRIBIR EN UNA ESFERA FICTICIA Esta investigación objetivó reflexionar la producción textual en el libro didáctico de lengua portuguesa (LDLP) de la Enseñanza Fundamental (EF) Araribá Plus Português, 6º ao 9º ano, (2014). Como corpus de análisis se consideran las concepciones teóricas defendidas en el manual del profesor (MP) y la sección Leitura e produção de texto, en la que constan las tareas de producción escrita propuestas en el LD. Ese recorte consideró el entendimiento del MP como producción discursiva basada en determinada concepción de lengua, lo que permite tensionar los contrastes entre lo que se afirma en el MP y las tareas que se presentan al alumno. Esta investigación buscó responder a las siguientes preguntas: ¿Cómo el LDLP describe escritura basándose en una teoria enunciativa? ¿Cuál es el carácter interactivo de las propuestas de producción de texto? ¿De qué modo las propuestas de producción de texto se articulan con la(s) teoría(s) presentada(s) en el MP del LDLP? Además, consideramos las concepciones de escritura propuestas por los Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para la EF y los conceptos de la sección produção de textos escritos, de los últimos Editais PNLD 2011, 2014 y 2017. Pues, a partir de dichos documentos, se aclaró, de modo general, como se ha comprendido producción escrita en los últimos años en los LD. Considerando el área de estudios de lenguaje, especialmente, el Análisis del Discurso (AD) de base enunciativa, nos basamos en las nociones de discurso (BAKHTIN, 2003), enunciación (MAINGUENEAU, 2009) y enunciado concreto (BAKHTIN, 2003); (SOUZA, 2002). Los resultados del análisis conllevan a una comprensión, por parte del MP del LD, de “enunciado concreto” que no considera a um interlocutor efectivo; y a una predominancia de propuestas de texto escrito que evidencian a un interlocutor casi siempre direccionado al contexto escolar. Las conclusiones remiten a la necesidad de repensar la enseñanza de escritura de modo que se contruya junto a los alumnos producciones de texto que tengan sentido o que estén adecuados a sus contextos reales de uso de lengua
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/5584
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