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Title: Parasitoses intestinais em escolares de Niterói, RJ:Frequência, conhecimento e educação em saúde
Authors: Siqueira, Mayara Perlingeiro de
metadata.dc.contributor.advisor: Maior, Claudia Maria Antunes Uchôa Souto
metadata.dc.contributor.members: Bastos, Otilio Machado Pereira
Ferreira, Maria do Carmo
Issue Date: 2016
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: O parasitismo intestinal ainda se constitui um dos mais sérios problemas de Saúde Coletiva no Brasil, principalmente pela sua correlação com o grau de desnutrição das populações, afetando especialmente o desenvolvimento físico, psicossomático e social de escolares. Além das condições precárias de higiene e das dificuldades econômicas, o desconhecimento sobre medidas preventivas contribui para que as populações menos favorecidas e, em especial, as crianças, se tornem o principal grupo em frequência de parasitoses intestinais. Vários recursos têm sido propostos como instrumentos auxiliares no processo de ensino, aprendizagem em saúde e da educação em saúde, que representa uma das ferramentas indispensáveis ao trabalho do profissional de saúde, devendo ampliar seu enfoque à criança, aumentando as possibilidades de se tornarem, na idade adulta, indivíduos com consciência crítica e com autoridade sobre as questões de saúde. Baseado neste contexto, o presente estudo objetivou avaliar a frequência de parasitoses intestinais em estudantes e funcionários de sete Escolas Municipais de Niterói, RJ, Brasil, identificar os saberes e implementar ações educativas. Foram realizadas atividades de sensibilização aos membros da comunidade escolar, seguido de assinatura de termo de consentimento e entrega de coletores fecais com orientações de coleta. As amostras fecais foram processadas pelas técnicas de Baermann-Moraes, Faust et al., Ritchie modificada, Lutz e Kato-Katz. Foram coletados material subungueal, processados pela técnica de Ritchie modificada e aplicados questionários de identificação de saberes aos funcionários e estudantes do 3º ao 7º ano do Ensino Fundamental. Ao final, foi apresentada uma feira educativa com dez dinâmicas. Aderiram ao estudo 630/2528 crianças e 111/460 funcionários, dos quais 263 crianças e 70 funcionários entregaram amostras fecais. Das amostras fecais, 72 (27,4%) de estudantes e 13 (18,6%) de funcionários estavam positivas para formas evolutivas de parasitos. Foi encontrada maior positividade para protozoários, principalmente não patogênicos. Das 494 amostras de material subungueal analisadas, um estudante apresentou positividade para Enterobius vermicularis. Dentre os 335 escolares que preencheram o questionário de saberes, observou-se conhecimento adequado sobre habitat (47,5%), formas de prevenção (48,4%) e sintomatologia (45,1%). Desses, 43,6% detinham conhecimento inadequado sobre transmissão. A maioria (50,7%) associou verminoses a vermes e 2,7% apresentaram conhecimento sobre protozoários. Dentre os 62 funcionários, observou-se conhecimento adequado sobre definição, exemplos, habitat, transmissão, sintomatologia e formas de prevenção. Na feira, que foi avaliada positivamente pelas equipes pedagógicas, observou-se grande interesse e participação das crianças, além de motivação em aprender. A baixa positividade, com predomínio de protozoários, pode estar associada a mudanças ambientais que inviabilizam a manutenção de alguns ciclos parasitários, bem como ser reflexo da baixa adesão ao trabalho proposto nessas escolas. A presença de informações fragmentadas sobre o tema reforça a necessidade de implementação de ações educativas estimulando a participação e a aquisição da informação por parte dos estudantes, assim como a importância do fortalecimento do conteúdo sobre parasitoses intestinais dentro do ensino de ciências, possibilitando a ampliação do conhecimento correto, o que poderá vir a interferir no empoderamento da comunidade alvo em relação a parasitoses intestinais e melhora na qualidade de vida.
metadata.dc.description.abstractother: The intestinal parasitism still constitutes one of the most serious Community Health problems in Brazil, mainly because of its correlation with the degree of malnutrition of populations, especially affecting the physical, psychosomatic and social development of students. In addition to the poor conditions of hygiene and economic difficulties, the lack of knowledge about preventive measures contributes to the underprivileged populations, especially children, to become the main group in frequency of intestinal parasites. Several resources have been proposed as auxiliary instruments in the teaching process, health learning and health education, which is one of the indispensable tools to the work of healthcare professionals, which should expand its focus to the child, increasing the chances of becoming, in adulthood, individuals with critical awareness and authority on health issues. Based on this context, this study aimed to evaluate the frequency of intestinal parasites in students and employees from seven municipal schools of Niterói, RJ, Brazil, to identify the knowledge and to implement educational activities. Awareness activities were held for members of the school community, followed by signing a consent form and delivery of fecal collectors with collection guidelines. Fecal samples were processed by Baermann-Moraes, Faust et al., Ritchie modified, Lutz and Kato-Katz techniques. Subungueal material were collected and processed by Ritchie modified technique and knowledge identification questionnaires were applied to employees and students from 3rd to 7th year of elementary school. In the end, an educational fair was presented with ten dynamics. Joined the study 630/2528 children and 111/460 employees, of whom 263 children and 70 employees delivered fecal samples. Of fecal samples, 72 (27.4%) of students and 13 (18.6%) of employees were positive for evolutive forms of parasites. It was found higher rates of protozoa, mainly non-pathogenic. From 494 subungueal samples analyzed, one student was positive for Enterobius vermicularis. Among the 335 students who filled out the knowledge questionnaire, it was observed adequate knowledge about habitat (47.5%), forms of prevention (48.4%) and symptoms (45.1%). Of these, 43.6% had inadequate knowledge about transmission. Most (50.7%) associated verminosis to worms and 2.7% had knowledge about protozoa. Among the 62 employees was observed adequate knowledge about definition, examples, habitat, transmission, symptoms and prevention. At the fair, which was evaluated positively by the pedagogical teams, there was great interest and participation of children, besides motivation to learn. The low positivity, with predominance of protozoa may be associated with environmental changes that make it impossible to upkeep some parasitic cycles, as well as being a reflection of the low uptake to the proposed work in these schools. The presence of fragmented information on the subject reinforces the need for implementation of educational activities encouraging the participation and the acquisition of information by students, as well as the importance of strengthening the content of intestinal parasites in the teaching of science, enabling expansion of correct knowledge, which may interfere with the empowerment of the target community in relation to intestinal parasites and improved quality of life.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6191
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