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Title: Gerenciamento dos riscos associados à infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia: estudo observacional
Other Titles: Management of risks associated with infection in oncohematologic patients after chemotherapy: an observational study
Authors: Silva, Luciana de Barros da
metadata.dc.contributor.advisor: Christovam, Barbara Pompeu
metadata.dc.contributor.members: Pereira, Iuri Bastos
Silvino, Zenith Rosa
Issue Date: 2018
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Citation: Silva, Luciana de Barros da. Gerenciamento dos riscos associados à infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia: estudo observacional. 2018. 152 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial) - Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Niterói, 2018
Abstract: Tratando-se das doenças onco-hematológicas, no mundo, as de maior prevalência são a leucemia e o linfoma. O principal tratamento para as doenças onco-hematológicas é a quimioterapia que afeta tanto as células neoplásicas quanto as células normais. A neutropenia é uma das complicações mais comuns decorrentes do uso de Quimioterapia. A infecção no paciente neutropênico é considerada um caso de emergência médica, pois na maioria das vezes apresenta sinais e sintomas muito sutis e podem se agravar rapidamente evoluindo para sepse em pouco tempo, podendo levar ao óbito. Neste contexto, é fundamental que o enfermeiro atue no gerenciamento de riscos de forma a garantir um cuidado de enfermagem de qualidade, embasado nos princípios de segurança do paciente. Assim, o objeto desta pesquisa trata da relação causal entre os fatores de riscos e a incidência de infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia. A hipótese a ser confirmada ou refutada neste estudo é: existe associação entre fatores de risco intrínsecos e extrínsecos e o desenvolvimento de infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia. Apresenta os seguintes objetivos: geral: elaborar um protocolo assistencial para prevenção de infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia; específicos: levantar o número de casos de infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia; caracterizar os fatores de risco intrínsecos e extrínsecos nos pacientes onco-hematológicos que desenvolveram infecção pós-quimioterapia; verificar o registro de medidas preventivas adotadas para redução da incidência de infecção em pacientes onco-hematológicos pós-quimioterapia; e, analisar a correlação entre os fatores de riscos intrínsecos e extrínsecos e o desenvolvimento de infecção em pacientes após quimioterapia. Trata-se de um estudo de Coorte retrospectivo, documental, com abordagem quantitativa. A amostra do estudo foi constituída por 90 prontuários de pacientes internados na clínica hematológica do Hospital Universitário Antônio Pedro, no período de dezembro de 2012 a dezembro de 2015, com doença onco-hematológica. A coleta de dados se deu através de formulário estruturado contendo as variáveis de interesse para o estudo. As análises estatísticas dos dados foram feitas através do programa IBM SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), versão 22.0. Verificou-se que 64 (71,1%) pacientes desenvolveram infecção após quimioterapia. Os principais fatores de risco foram as presenças de cateter venoso central, mucosite, neutropenia e realização de transfusão de concentrado de hemácias. As doenças de base com maior incidência de infecção foram o Linfoma não Hodgkin, o Mieloma Múltiplo e a Leucemia Mielóide Aguda. Nenhuma variável sociodemográfica apresentou associação com o desenvolvimento de infecção. As principais medidas preventivas adotadas para prevenção de infecção foram o uso de granulokine (35,6%), troca de cateter venoso periférico (48,9%) e troca de curativo do cateter venoso central (14,4%). Os registros de tais medidas foram insipientes ou as mesmas não foram realizadas, o que reforça a necessidade de elaboração de protocolos assistenciais voltados para a prevenção de infecção. Foram, então, elaborados os seguintes protocolos: protocolo assistencial para prevenção de infecção relacionada à inserção de cateter venoso central, protocolo assistencial de cuidados gerais a pacientes neutropênicos, protocolo assistencial para prevenção de infecção relacionada à mucosite oral e protocolo assistencial para prevenção de infecção relacionada à transfusão de concentrado de hemácias. A elevada incidência de infecção e óbito na população estudada demonstra a relevância e necessidade de investimentos na qualidade e padronização da assistência
metadata.dc.description.abstractother: The most prevalent diseases of the world are leukemia and lymphoma. The main treatment for onco-hematological diseases is chemotherapy that affects both neoplastic and normal cells. Neutropenia is one of the most common complications arising from the use of chemotherapy. Infection in the neutropenic patient is considered a medical emergency, since most of the time it presents very subtle signs and symptoms and they can aggravate rapidly evolving to sepsis in a short time, being able to lead to death. In this context, it is fundamental that the nurse acts in the management of risks in order to guarantee a quality nursing care, based on the principles of patient safety. Thus, the purpose of this research is the causal relationship between risk factors and the incidence of infection in onco-hematological patients after chemotherapy. The hypothesis to be confirmed or refuted in this study is: there is connection between intrinsic and extrinsic risk factors and the development of infection in onco-hematological patients after chemotherapy. It presents the following objectives: general: elaborate a health care protocol to prevent infection in onco-hematological patients after chemotherapy; specifics: searching the number of cases of infection in onco-hematological patients after chemotherapy; to characterize intrinsic and extrinsic risk factors in onco-hematological patients who developed post-chemotherapy infection; to verify the registration of adopted preventive measures to reduce the incidence of infection in post-chemotherapy onco-hematological patients; and to analyze the correlation between the intrinsic and extrinsic risk factors and the development of infection in patients after chemotherapy. This is a retrospective, documentary cohort study with a quantitative approach. The study sample consists of 90 medical records of admitted patients to the hematological clinic of the Hospital Universitário Antônio Pedro from December 2012 to December 2015, with onco-hematological disease. The data collection was done through a structured form containing the variables of interest for the study. Statistical data analyzes were done through IBM SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), version 22.0. It was verified that 64 (71.1%) patients developed infection after chemotherapy. The main risk factors were the presence of central venous catheter, mucositis,neutropenia and transfusion of packed red blood cells. Basic diseases with the highest incidence of infection were Non-Hodgkin's Lymphoma, Multiple Myeloma and Acute Myeloid Leukemia. No sociodemographic variable was associated with the development of infection. The main preventive measures adopted to prevent infection were the use of granulokine (35.6%), exchange of peripheral venous catheter (48.9%) and central venous catheter dressing exchange (14.4%). The records of such measures were insipient or the same were not carried out, which reinforces the need to elaborate assistance protocols aimed at the prevention of infection. The following protocols were elaborated: assistance protocol for the prevention of infection related to central venous catheter insertion, general care protocol for neutropenic patients, protocol for the prevention of infection related to oral mucositis and protocol for the prevention of infection related to transfusion of packed red blood cells. The high incidence of infection and death in the studied population demonstrates the relevance and necessity of investments in the quality and standardization of care
Las enfermedades más prevalentes del mundo son la leucemia y el linfoma. El principal tratamiento para las enfermedades oncohematológicas es la quimioterapia que afecta tanto a las células neoplásicas como a las normales. La neutropenia es una de las complicaciones más comunes derivadas del uso de la quimioterapia. La infección en el paciente neutropénico se considera una emergencia médica, ya que la mayoría de las veces presenta signos y síntomas muy sutiles y pueden agravarse rápidamente evolucionando a sepsis en poco tiempo, pudiendo llevar a la muerte. En este contexto, es fundamental que la enfermera actúe en la gestión de riesgos para garantizar una atención de enfermería de calidad, basada en los principios de seguridad del paciente. Por lo tanto, el propósito de esta investigación es la relación causal entre los factores de riesgo y la incidencia de infección en pacientes oncohematológicos después de la quimioterapia. La hipótesis a confirmar o refutar en este estudio es: Hay conexión entre los factores de riesgo intrínseca y extrínseca y el desarrollo de infección en pacientes oncohematológicos después de la quimioterapia. Presenta los siguientes objetivos: general: elaborar un protocolo asistencialpara prevenir la infección en pacientes oncohematológicos después de la quimioterapia. Específico: buscando el número de casos de infección en pacientes oncohematológicos después de la quimioterapia; caracterizar factores de riesgo intrínsecos y extrínsecos en pacientes oncohematológicos que desarrollaron una infección posterior a la quimioterapia; verificar el registro de medidas preventivas adoptadas para reducir la incidencia de infección en pacientes oncohematológicos post quimioterapia; y analizar la correlación entre los factores de riesgo intrínsecos y extrínsecos y el desarrollo de infección en pacientes después de la quimioterapia. Este es un estudio de cohorte documental retrospectivo con un enfoque cuantitativo. La muestra del estudio consta de 90 registros médicos de pacientes ingresados a la clínica hematológica del Hospital Universitario Antônio Pedro de diciembre de 2012 a diciembre de 2015, con enfermedad onco-hematológica. La recopilación de datos se realizó a través de un formulario estructurado que contiene las variables de interés para el estudio. Los análisis de datos estadísticos se realizaron a través de IBM SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), versión 22.0. Se verificó que 64 (71.1%) pacientes desarrollaron infección después de la quimioterapia. Los principales factores de riesgo fueron la presencia de catéter venoso central, mucositis, nutropenia y transfusión de concentrados de hematíes. Las enfermedades básicas con la mayor incidencia de infección fueron el linfoma no Hodgkin, el mieloma múltiple y la leucemia mieloide aguda. Ninguna variable sociodemográfica se asoció con el desarrollo de la infección. Las principales medidas preventivas adoptadas para prevenir la infección fueron el uso de granulocina (35.6%), el intercambio de catéter venoso periférico (48.9%) y el cambio de curativo del catéter venoso central (14.4%). Los registros de tales medidas fueron insípidos o no se realizaron, lo que refuerza la necesidad de elaborar protocolos asistenciales dirigidos a la prevención de infección. Se elaboraron los siguientes protocolos: protocolo asistencial para prevención de infección relacionada a la inserción de catéter venoso central, protocolo asistencial de cuidados generales a pacientes neutropénicos, protocolo asistencial para prevención de infección relacionada a la mucositis oral y protocolo asistencial para prevención de infección relacionada a la transfusión de concentrado de hematíes. La elevada incidencia de infección y muerte en la población estudiada demuestra la relevancia y necesidad de inversiones en la calidad y estandarización de la asistencia
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6272
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