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Title: Estudo do padrão das práticas de uso de antimicrobianos em terapia intensiva
Other Titles: Study of the pattern of antimicrobial use practices in intensive care
Authors: Ribeiro, Guilherme Eduardo da Silva
metadata.dc.contributor.advisor: Lugon, Jocemir Ronaldo
metadata.dc.contributor.advisorco: Xavier, Analúcia Rampazzo
metadata.dc.contributor.members: Matos, Jorge Paulo Strogoff de
Silva, Andréa Alice da
Neufeld, Paulo Murillo
Issue Date: 2018
Abstract: Introdução. O fenômeno da resistência antimicrobiana é um desafio global de saúde pública, apresentando um crescimento vertiginoso pelo uso inadequado dos antimicrobianos em todo o mundo. Infecções causadas por microrganismos multirresistentes conferem pior prognóstico, aumentando a morbidade e mortalidade dos pacientes e aumento dos custos do sistema de saúde (SUS). Torna-se necessário estimular o uso racional de antimicrobianos e idealizar estratégias no controle da resistência bacteriana no ambiente hospitalar, principalmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Objetivo. Descrever o padrão de uso dos antimicrobianos na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Getúlio Vargas estabelecendo uma correlação com a microbiota isolada nos espécimes clínicos enviados para cultura e o desfecho clínico dos pacientes Métodos. Estudo descritivo dos padrões de uso de antimicrobianos, que utilizará como ferramenta de avaliação a coleta de dados dos prontuários dos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Getúlio Vargas, durante o período de dezembro de 2009 a dezembro de 2011. Resultados. De um total de 369 pacientes inicialmente admitidos na UTI, 165 preencheram os critérios de inclusão. Homens representaram 69,7%, sendo a mediana de idade de 47 anos. A enfermidade mais prevalente na admissão foi o acidente vascular cerebral com 41% e a comorbidade mais prevalente, a hipertensão arterial sistêmica com 67%. Secreção traqueal foi o espécime mais coletado para as primeiras amostras com 46%. Os germes Gram-negativos representaram 76% dos isolados nas primeiras amostras coletadas. O grupo das cefalosporinas foi o mais prescrito, seguido das penicilinas associadas aos inibidores de β-lactamases. Exposição a um regime antimicrobiano prévio não teve influência sobre o perfil de resistência dos microrganismos isolados nas primeiras amostras. O acerto na cobertura do primeiro esquema antimicrobiano prescrito analisado segundo o diagnóstico de admissão, nos casos de insuficiência respiratória aguda foi de 100%. Nos casos de sepse, foi encontrado inadequação do regime antimicrobiano inicial em todos os casos incluídos neste estudo. Conclusões. O estudo encontrou maior prevalência de uso de drogas do grupo das cefalosporinas no primeiro regime antimicrobiano instituído. O perfil de multirresistência estava presente nos microrganismos mais associados com infecções relacionadas com a assistência em saúde, com ênfase no Acinetobacter baumannii. No geral, a cobertura antimicrobiana empírica foi eficaz em 42% dos casos em que houve isolamento do agente infeccioso. O escore APACHE II, a troca do regime antimicrobiano em menos de 96 horas e a elevação na proteína c-reativa foram independentemente associados com mortalidade na unidade de terapia intensiva
metadata.dc.description.abstractother: Introduction. The phenomenon of antimicrobial resistance is a global public health challenge, presenting a dizzying growth due to the inadequate use of antimicrobials worldwide. Infections caused by multiresistant microorganisms confer poorer prognosis, increasing patients' morbidity and mortality and increasing costs of the health system (SUS). It is necessary to stimulate the rational use of antimicrobials and idealize strategies to control bacterial resistance in the hospital environment, especially in intensive care units (ICUs). Objectives. To describe the pattern of antimicrobial use in the Intensive Care Unit of Getulio Vargas State Hospital, establishing a correlation with the microbiota isolated from the clinical specimens submitted to culture and the clinical outcome of the patients. Methods. A descriptive study of the antimicrobial use patterns, which will use as an evaluation tool the collection of data from patients' charts at the Intensive Care Unit of Getulio Vargas State Hospital during the period from December 2009 to December 2011. Results. From 369 patients admitted at the ICU in that study period, 165 met the inclusion criteria. Men accounted for 69.7%, with the median age being 47 years. Most prevalent disease at admission was stroke at 41% and the most prevalent comorbidity was systemic arterial hypertension at 67%. Tracheal secretion was the most collected specimen for the first samples with 46%. Gram-negative germs represented 76% of the isolates in the first samples collected. The cephalosporin group was the most prescribed, followed by penicillin group associated with β-lactamase inhibitors. Exposure to a previous antimicrobial regime had no influence on the resistance profile of the microorganisms isolated in the first samples. The coverage of the first prescribed antimicrobial regimen analyzed according to the admission diagnosis, in cases of acute respiratory failure was 100%. In sepsis, inadequacy of the initial antimicrobial regimen was found in all studied cases. Conclusions. The study found a major prevalence of cephalosporin group in the first prescribed antimicrobial regimen. The multi-resistance profile was present in the microorganisms most associated with health care related infections, with emphasis on Acinetobacter baumannii. Overall, empirical antimicrobial coverage was effective in 42% of cases in which there was isolation of the infectious agent. The APACHE II score, exchange of the antimicrobial regimen in less than 96 hours and elevation in C-reactive protein were independently associated with mortality in the intensive care unit
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6393
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