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Title: Saúde e trabalho: uma articulação possível na vivência dos docentes
Authors: Valente, Juliana Baratieri
metadata.dc.contributor.advisor: Leite, Ana Paula Todaro Taveira
metadata.dc.contributor.members: Almeida, Paulo Cesar Toledo de
Meirelles, Catharina Marinho
Issue Date: 2009
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Citation: Valente, Juliana Baratieri. Saúde e trabalho: uma articulação possível na vivência dos docentes. 2009. 87f.Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração)-Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Fluminense, 2009.
Abstract: Este trabalho tem corno objetivo realizar uma investigação sobre os aspectos geradores do adoecimento psíquico e as possíveis formas de enfrentamento de professores e gestores lotados em duas instituições de ensino, sendo uma pública e outra privada, do município de Volta Redonda - RJ, relacionando-os os com pressupostos teóricos advindos da linha de pesquisa em psicopatologia do trabalho, tendo corno principal representante Christophe Dejours. Pretende-se, assim, contribuir com a sistematização dos conhecimentos nessa área, incitando discussões pertinentes a questão do sofrimento no ambiente de trabalho. Para tanto, utilizou-se de pesquisa bibliográfica sobre as formas de adoecimento, os motivos e os meios de enfrentamento utilizados pelos trabalhadores e pesquisa empírica, realizada por meio da aplicação de questionários (docentes) e entrevistas semi-estruturadas (gestores), buscando identificar e descrever as percepções, tanto dos docentes quanto de seu corpo diretivo, quanto ao acometimento do sofrimento psíquico. Obteve-se 42 participantes que responderam os questionários, sendo grande parte mulheres na faixa de 31 a 40 anos e 4 gestores, sendo 2 da rede particular e outros 2 da rede pública. Com base nos estudos de Dejours, pode-se perceber que há uma evidência do sofrimento, principalmente em função da carga de trabalho do docente que acaba por gerar cansaço e esgotamento fisico; pressão para atingir resultados; necessidade de cumprir as metas impostas pelo sistema educacional do país; dar conta da demanda dos alunos e familiares; responder às exigências dos gestores e não contar com apoio de profissionais multidisciplinares nas escolas. A pesquisa contribuiu, ainda, para demonstrar que muitos docentes e gestores se utilizam da negação como mecanismo de defesa contra o sofrimento; são tratados de forma individualizada e isolada quando apresentam algum tipo de adoecimento e seus gestores não possuem preparo para lidar com a questão e nem possuem mecanismos sistemáticos de apoio aos profissionais que adoecem.
metadata.dc.description.abstractother: This paper aims to conduct research on aspects of mental illness and possible ways of coping of teachers and managers packed into two leaming institutions, one public and one private, in the city of Volta Redonda - RJ, relating them with the theoretical assumptions arising from the research in the psychopathology of work, which is mainly represented by Christophe Dejours. The aim is thus to contribute to the systematization of knowledge in this area, prompting discussions relevant to the issue of suffering in the workplace. To this end, we used the literature on ways of developing the disease, the reasons and means of coping used by employees and empirical research, conducted through a questionnaire (teachers) and semi-structured interviews (managers) in order to identify and describe the perceptions of both teachers and their governing body, regarding the involvement of psychological distress. We recruited 42 participants who answered the questionnaires, mainly of women aged 31 to 40 years old and 4 managers, 2 were fiom the private and the other 2 from the public sector. Based on Dejours' studies, it can be seen that there is evidence of suffering, mainly due to the work1oad of teachers that eventually generates fatigue and physical exhaustion; pressure to achieve results; the need to meet targets set by the educational system of the country; to meet the demand of students and parents; to meet the demands of managers and not have the support of multidisciplinary professionals in schools. The research contributed, also, to demonstrates that many teachers and managers use denial as a defense mechanism against suffering; are treated individually and isolated when they have some kind of mental illness and their managers are not prepared to deal with the issue and not have systematic mechanisms to support health professionals who falI ill.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6541
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