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Title: Eudaimonia em Platão e Aristóteles
Authors: Aguiar, Brucy Nobre
metadata.dc.contributor.advisor: Ribeiro, Luiz Felipe Bellintani
metadata.dc.contributor.members: Serra, Antonio Amaral
Costa, Alexandre
Issue Date: 2017
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: A presente monografia tem por objetivo analisar e observar o que os escritos de Platão e Aristóteles presumem sobre a felicidade, eudaimonia. O termo eudaimonia regularmente significa “o estado de contentamento estável”1, em geral, é traduzido como felicidade. Contudo, outras traduções têm sido propostas para melhor expressar o que seria um estado de plenitude do ser. O que os filósofos ilustres citados acima filosofaram sobre a felicidade? De que maneira? Aparentemente, mesmo eles sendo contemporâneos, apresentam de modo distinto as suas concepções sobre a felicidade? Assim contestaremos as suas diferenças e semelhanças quanto a este tema. Logo, é proposta a importância de contestar as possíveis incoerências e diferenças de tais filósofos sobre o tema, expondo de maneira clara suas concepções quanto à felicidade. No entanto, este assunto nos é dado com muita relevância, já que para eles o conceito de felicidade é de grande valor, é a finalidade última da vida. “O termo eudaimonia só aparece depois de Homero uma vez que antes, no período anterior ao advento da filosofia, o equivalente de eudaimonia era olbias, que, porém, exprimia paralelamente a boa vida como um estado religioso.” (COSTA, 2008, p.18) Em tempos anteriores ao dos filósofos citados, os povos influenciados pela doutrina órfica tinham seu modelo religioso quanto à vida feliz. Este modelo foi transferido e sintetizado para um olhar no âmbito concreto e filosófico, a partir de Sócrates. (Xenofonte, Fragmentos, I, 11-16)2 No livro República, Platão atribui ao Estado (pólis) a tarefa de organização da sociedade, a fim de tornar felizes os cidadãos, posicionando cada qual na função a que foi destinado pela natureza (phýsis), em outros termos, segundo sua “atividade profissional”, seu érgon (420b-c; 421b-c). Entretanto, vemos em sua concepção a necessidade de excelência e justiça na cidade-Estado, para a condição do cidadão feliz. Ainda na República, Platão expõe que a virtude e a felicidade moldam o indivíduo, e este, a sociedade, da mesma forma que o homem que governa influenciaria o Estado (576c). Platão deixa explícito que uma cidade tirana se espelha em um governante tirano. No entanto, no âmbito do pensamento platônico, vemos a felicidade de modo objetivo (3.1), já que é a ordem da cidade que propicia as condições para que o cidadão possa conhecer a felicidade, principalmente dentro do contexto geográfico e social. Retornando ao esquema dual de a felicidade estar ligada à virtude, vemos uma temática que influenciará imprescindivelmente muitos outros filósofos, assim como o próprio Aristóteles em sua filosofia. Aristóteles, por sua vez, ao definir de maneira direta a felicidade em sua obra Ética Nicômaco, afirma que todos os homens procuram a felicidade, e que só a acharão através da perfeita virtude (I, IV), visto que a virtude é atividade mais perfeita do ser humano, e a sua posse, o objetivo mais elevado (X,VII, 1). Em sua obra Metafísica, Aristóteles vincula certas propriedades da alma, como a virtude ou a felicidade, à experiência da contemplação, a qual, dentro dos limites mais abrangentes da razão, vincula-se a Deus, uma vez que Deus é “o derradeiro dos princípios, que se contempla a si mesmo, e nele está a felicidade perfeita” (7, 1072b). Observamos em Aristóteles a felicidade como contemplação, de maneira introspectiva (3.2), com certa independência, relativamente às circunstâncias sociais.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6866
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