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Title: Psicoterapia na era do “fast food”: dilemas e desafios do psicólogo clínico na pós-modernidade
Authors: Viana, Rebeca Ferreira
metadata.dc.contributor.advisor: Alves, Priscila Pires
metadata.dc.contributor.members: Borges, Maria Elisa Siqueira
Freire, Flávia Helena Miranda de Araújo
Issue Date: 2017
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: Este trabalho advém do esforço em relacionar o conceito e as características da pós-modernidade aos desafios do psicólogo e da psicologia clínica na atualidade. Pós-modernidade é o período originado a partir do século XX que delineia características inéditas acerca do homem e de sua subjetividade. As particularidades do homem pós-moderno são: o prazer pelo consumo, ideal de bem-estar perene, relações líquidas, imediatismo, flexibilidade, mutabilidade, ânsia por inovação e diversidade, sinônimos equivalentes à Fast-Food. A pós-modernidade concebe felicidade como atributo de saúde e tristeza como sintoma de patologia. O que repercute na tendência à analgesia medicamentosa como solução “rápida e eficiente” para livrar-se de situações geradoras de tensão. Isso retira do sujeito a possibilidade de elaborar o sofrimento de forma idiossincrática e criativa e o torna cada vez mais intolerante ao processo de sofrer. Nas relações pós-modernas predominam as atitudes do tipo EU-ISSO que pressupõe a objetivação, ou “uso” de uma das partes e não permite o encontro autêntico de alteridades. O psicólogo é desafiado a despir-se de técnicas ou pressupostos sobre o outro para oferecer-se como um convite ao encontro autêntico de alteridades do tipo EU-TU. Dessa forma é possível apreender as demandas que emergem na psicoterapia clínica, nunca desconectadas do social. E devolvemos ao sujeito a possibilidade de descobrir saídas criativas frente ao sofrimento, saídas que não são receitadas em bulas e nem compradas em farmácias.
metadata.dc.description.abstractother: This work stems from the effort to relate the concept and characteristics of postmodernity to the challenges of psychology and clinical psychology today. Postmodernity is the period originating from the twentieth century that delineates characteristics unheard of about man and his subjectivity. The particularities of postmodern man are: pleasure for consumption, ideal of perennial well-being, liquid relations, immediacy, flexibility, mutability, eagerness for innovation and diversity, synonyms equivalent to Fast Food. Postmodernity conceives happiness as an attribute of health and sadness as a symptom of pathology. This has repercussions on the trend towards drug analgesia as a "fast and efficient" solution to get rid of stressful situations. This removes from the subject the possibility of elaborating the suffering in an idiosyncratic and creative way and makes it increasingly intolerant of the suffering process. In postmodern relations, EU-ISSO-like attitudes predominate, which presuppose the objectification or "use" of one of the parties and does not allow the authentic encounter of otherness. The psychologist is challenged to disrobe techniques or assumptions about the other to offer himself as an invitation to the authentic encounter of otherness of the EU-TU type. In this way it is possible to apprehend the demands that emerge in clinical psychotherapy, never disconnected from the social. And we give back to the subject the possibility of discovering creative solutions to the suffering, which are not prescribed in the package insert or bought in pharmacies.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/6923
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