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Title: Associação entre os níveis séricos de ácido úrico e o aparecimento de doença renal crônica em trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro: um estudo de coorte retrospectivo
Authors: Chini, Luiz Stanislau Nunes
metadata.dc.contributor.advisor: Lugon, Jocemir Ronaldo
metadata.dc.contributor.members: Leite Júnior, Maurilo de Nazaré de Lima
Gomes, Carlos Perez
Matos, Jorge Paulo Strogoff de
Issue Date: 2018
Abstract: Introdução. A Doença renal crônica (DRC) representa um problema de saúde pública mundial. Estudos sugerem que o diagnóstico precoce e o tratamento dos fatores de risco modificáveis são importantes para prevenir a evolução para a terapia renal substitutiva. Os previsores estabelecidos para o desenvolvimento da DRC incluem a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus. O ácido úrico (AU) está, com frequência, elevado nos pacientes com disfunção renal e já foi implicado como um fator de risco para o desenvolvimento de DRC. Objetivo. Analisamos a associação entre a hiperuricemia assintomática e o aparecimento da DRC. Métodos. Estudo de coorte retrospectivo envolvendo pacientes submetidos ao exame periódico de saúde em empresa de geração e transmissão de energia elétrica na cidade do Rio de Janeiro no período de 2008 a 2014. Aqueles com um seguimento menor que dois anos, com estimativa da taxa de filtração glomerular (eTFG) ˂ 60 ml/min/1,73m² no início da avaliação ou com dados incompletos foram excluídos. O desfecho foi definido como uma eTFG ˂ 60 ml/min/1,73m² calculada pela equação do Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration (CKD-EPI). Regressão logística foi utilizada para testar a associação entre as variáveis independentes e o desenvolvimento da DRC. Resultados. O estudo envolveu 1094 participantes. A prevalência de hiperuricemia foi de 4,2%. Houve uma correlação inversa significativa entre os níveis séricos do AU no início do estudo e a eTFG (R = - 0,21, P < 0,001). O período médio de seguimento foi de 5,05 ± 1,05 anos e ao final do estudo, 44 participantes desenvolveram DRC. Gênero feminino (razão de chance [RC] = 4,00; intervalo de confiança 95% [IC 95%] = 1,92-8,29, P < 0,001) e idade (RC = 1,06 por ano; IC 95% = 1,02-1,11, P = 0,004), mas não os níveis de AU (RC = 1,12 por mg/dL; IC 95% = 0,83-1,50; P = 0,465) foram associados com o aparecimento da DRC. Diabetes mellitus e IMC foram fatores previsores para progressão rápida (RC = 2,17; IC 95% = 1,24-3,80, P = 0,007 e RC = 1,04 por Kg/m²; IC 95% = 1,01-1,07; P= 0,020), respectivamente. Conclusão. Esses resultados não respaldam o UA como um previsor independente para o aparecimento da DRC na população estudada
metadata.dc.description.abstractother: Background. Chronic kidney disease (CKD) is a worldwide public health problem. Studies have suggested that early diagnosis and treatment of modifiable CKD risk factors are important to prevent the progression to renal replacement therapy. Established predictors for development of CKD include high blood pressure and diabetes mellitus. Uric acid (AU) is often elevated in the plasma of patients with renal dysfunction and has been implicated as a risk factor for the development of CKD. Objective. We analyzed the association between asymptomatic hyperuricemia and the onset of CKD. Methods. A retrospective cohort study was designed to collect data from employees of a company of generation and distribution of energy in the city of Rio de Janeiro, Brazil, who had undergone annual company medical checkup from 2008 to 2014. Those with ˂ two years of follow-up, with baseline estimated glomerular filtration rate (eGFR) ˂ 60 ml/min/1.73m² or with incomplete data were excluded. The endpoint was defined as eGFR ˂ 60 ml/min/1.73m² estimated through the Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration equation (CKD-EPI). Logistic regression was used to test for association of independent variables with the development of CKD. Results. The study involved 1094 participants. The prevalence of hyperuricemia was 4.2%. There was a significant inverse correlation between baseline serum levels of UA and baseline eGFR (R = - 0.21, P < 0.001). The mean follow–up period was 5.05 ± 1.05 years and at the end, 44 participants exhibited new-onset CKD. Female gender (odds ratio [OR] = 4.00; 95% confidence interval [95% CI] = 1.92-8.29, P < 0.001) and age (OR = 1.06 per annum; 95% CI = 1.02-1.11, P= 0.004) but not UA levels (OR = 1.12 mg/dL; 95% CI = 0.83-1.50; P = 0.465) were associated with new-onset CKD. Diabetes mellitus and BMI were found as independent factors for fast progression (OR = 2.17; 95% CI = 1.24-3.80, P= 0.007) and (OR = 1.04 Kg/m²; 95% CI = 1.01-1.07; P = 0.020), respectively. Conclusion. These results did not support UA as an independent predictor for CKD development in the studied population
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/7115
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