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Title: Paleoceanografia do Sudeste do Atlântico Sul: Registros de eventos abruptos nos últimos 50.000 anos.
Authors: Ramos, Rodrigo da Costa Portilho
Albuquerque, Ana Luíza Spadano
Toledo, Felipe Atônio de Lima
Chiessi, Cristiano Mazur
metadata.dc.contributor.advisor: Barbosa, Cátia Fernandes
metadata.dc.contributor.members: Sifeddine, Abdelfettah
Issue Date: 2010
Abstract: O Atlântico Sul desempenha um papel fundamental no controle do clima mundial, interligando os oceanos Indico e Pacífico, sendo principal fornecedor de calor para o Atlântico Norte. Com os crescentes debates sobre as variações climáticas e o aquecimento global, aumenta o interesse dos cientistas em entender as causas, a freqüência e intensidade dos processos envolvidos nas variações climáticas em diversas escalas espaçotemporal e na avaliação de tendências paleoclimáticas de longo prazo. O presente trabalho teve como objetivo reconstituir a paleotemperatura e paleossalinidade das águas oceânicas superficiais bem como reconhecer, no setor Sudoeste do Atlântico Sul, a ocorrência de eventos paleoclimáticos abruptos ocorridos durante os últimos 50ka. Para isso foram realizadas análises isotópicas (d18O), geoquímica orgânica (porcentagem de COT, N, razão C/N e d13CMO), razão Mg/Ca em Globigerinoides ruber para os cinco primeiros metros superficiais do testemunho JPC-17 (27o41.83’S, 46o29.64’W). Avaliou-se também o padrão de freqüência de taxons de foraminíferos planctônicos dos testemunhos JPC-17, JPC-95 (27o52,73’S, 46o55,25’W) e GeoB6206-3 (30°12,40’S, 46°33,30’W) também coletados na região. Os sedimentos do testemunho JPC-17 recuperaram os últimos 46.6ka, abrangendo a última glaciação e o Holoceno, na qual corresponderam aos estágios isotópicos 3 ao 1 (MIS-3, MIS-2 e MIS-1). A temperatura oscilou entre 200C (durante o intervalo glacial) e 24.30C (início do Holoceno) enquanto que os valores de 18OW (proxy para salinidade) flutuou entre 0.79‰ (durante o intervalo glacial) e 2.4‰ (início do Holoceno). Foi possível reconhecer dois intervalos de aumento relativo na temperatura (TSM) e salinidade (SSM) ao longo dos últimos 46.6ka no qual foram reconhecidas as assinaturas do último Máximo Glacial (UMG) e do Heirinch Event 1 (H1). O UMG foi em torno de 10C mais frio em relação ao Holoceno. Foi observada uma queda da temperatura e salinidade entre 14.8 – 11.9ka provavelmente relacionado aos eventos climáticos Bollin/Allerod (B/A) ocorrido na Groelândia e no Atlântico Norte e o ACR (Antartic Cold Reversal) ocorrido quase simultaneamente na Antártica durante a última deglaciação. Durante o Holoceno foi observado um pico de redução da temperatura e de aumento da salinidade relacionado ao evento frio de 8.2ka. Este trabalho revela que as variações na TSM e SSM coincidiram com variações climáticas ocorridas no Hemisfério Norte associadas a flutuações na formação da Água de fundo do Atlântico Norte (North Atlantic Deep Water - NADW) e na circulação meridional do Atlântico (Atlantic Meridional overturning circulation – AMOC). As águas da Corrente Sul Equatorial (South Equatorial Current- SEC) são transportadas pela Corrente Norte do Brasil (CNB) para o Atlântico Norte para compensar a formação da AFAN/Circulação Termohalina (CTH), enfraquecendo a Corrente do Brasil (CB) e o transporte de calor e salinidade para o Atlântico Sul. Variações no regime de chuvas na região possivelmente desempenham papel importante nas variações da salinidade das águas oceânicas na região, porem as mudanças na circulação oceânica parece ser a principal responsável pelas oscilações da TSM e SSM na região. A frequência dos taxons de foraminíferos planctônicos visivelmente responde mais as variações na TSM e SSM do que a produtividade. Foi evidenciado que a matéria orgânica produzida foi exclusivamente marinha (algas fitoplanctônicas), com uma leve mudança no tipo e a fonte dessa matéria orgânica durante o intervalo glacial e o Holoceno, não estando relacionada a mudanças na circulação oceânica.
metadata.dc.description.abstractother: The South Atlantic Ocean plays a crucial role in global climate control linking the Indian and the Pacific Oceans, acting as the main heat source to the North Atlantic Ocean. With increasing of debates about the climate changes and global warming increase the interesting of scientists to wonder the causes, the frequency and intensity of process behind the climate oscillations in a variety of space-temporal scales and long term paleoclimatic tend evaluation. This work had as its objective the recreation of oceanic water’s surface paleotemperature and paleosalinity as well as the recognition of records from abrupt climate changes that took place during the last 50ky in the Southwestern sector of the South Atlantic Ocean. Thus, in order to obtain such information, it was necessary to conduct analyses of oxygen isotopes (18O), organic geochemistry (percentage of TOC, Nitrogen, C/N ratio and 13C of organic matter, Mg/Ca ratio in Globigerinoides ruber to the upper five meters of the core JPC-17 (27o 41.83’ S, 46o29.64’W). Frequency pattern of planktonic foraminifera from cores JPC-17, JPC-95 (27o52,73’S, 46o55,25’W) and GeoB6206-3 (30°12,40’S, 46°33,30’W) also drilled in the area. Sediments from core JPC-17 recorded the last 46.6 ky, including the last glaciations and the Holocene, which corresponded to Marine Isotope Stages 3 to 1 (MIS- 3, MIS-2 and MIS1). The temperature ranged from 200C (during glacial intervals) to 24.30C (Early Holocene), while 18OW values (proxy of salinity) ranged from 0.79‰ (during glacial intervals) to 2.4‰ (Early Holocene). It was possible to indentify two intervals of relative temperature (TSM) and salinity (SSM) increase during the last 46.6 ky, which were linked to the Last Glacial Maximum (LGM) and the Heinrich event 1 (H1). The LGM was around 10C colder than the Holocene. Moreover, a temperature and salinity reduction from 14.8 ky to 11.9 ky was observed, which is probably linked to the Bollin/Allerod (B/A) climate event and Antarctic Cold Reversal (ACR) that took place simultaneously during the last deglaciation of the Northern and Southern hemispheres respectively. During the Holocene, the evidence of a sharp temperature fall and a salinity increase linked to the 8.2 ky cold event was identified. This study shows that TSM and SSM changes in the Southwestern Subtropical Atlantic matched precisely with the Northern Hemisphere climate changes associated to the North Atlantic Deep Water (NADW) formation and the Atlantic Meridional Overturning Circulation (AMOC) changes. Besides, South Equatorial Current Waters (SEC) are transported by the North Brazilian Current (NBC) to North Atlantic to compensate the NADW formation/Termohalina Circulation (THC), weakening the Brazilian Current (BC), its heat and its salinity transport to the South Atlantic. In addition, regional rainy variations play an important role in local ocean water salinity changes. However, ocean circulation changes seem to be the main driver linked to regional SST and SSS changes. The frequency of planktonic foraminifera is cLEArly more influenced by SST and SSS’s changes than in productivity. It was shown that organic matter was exclusively synthesized by marine fitoplanktonic organisms, with a small change in the type and source of these organic matter during glacial the interval and the Holocene, are not related to ocean circulation changes
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/7379
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