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Title: Avaliação da farinha de linhaça como estratégia no manejo de possíveis reflexos do estresse na saúde de animais
Authors: Trugilho, Liana de Araújo
metadata.dc.contributor.advisor: Boaventura, Gilson Teles
metadata.dc.contributor.advisorco: Soares, Rosa Leonôra Salerno
metadata.dc.contributor.members: Velarde, Luis Guillermo Coca
Cruz Filho, Rubens Antunes da
Saba, Celly Cristina Alves do Nascimento
Issue Date: 2017
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: O estresse, a partir de uma percepção do cérebro, ativa uma série de mecanismos neuroquímicos e endócrinos capazes de gerar inúmeras respostas do organismo que se tornam negativas quando exacerbadas, levando-o à exaustão. Diante dessa reação, o organismo passa a desenvolver processos patológicos, como alterações nas atividades cardiovascular e intestinal. Assim, inúmeros estudos têm focado na possível relação entre o estresse e a fisiopatologia de doenças, que também têm sido amplamente pesquisadas em associação aos alimentos com propriedades funcionais. Desses alimentos, a linhaça tem importante destaque pelo seu perfil lipídico, seu teor de aminoácidos, fibras, lignanas e outros compostos antioxidantes. O presente estudo tem por objetivo estudar a influência de uma dieta à base de farinha de linhaça sobre os possíveis reflexos do estresse na saúde. Para tanto, foi utilizado um desenho de dois fatores fixos, contendo dois níveis cada, no qual 24 ratos Wistar machos foram agrupados de acordo com a ração ofertada (caseína (GC) ou linhaça (GL)) e protocolo de estresse (submetido ao estresse (E) e não submetido ao estresse (NE)). Assim, os animais foram divididos entre Grupo Caseína Submetido ao Estresse (GCE); Grupo Linhaça Submetido ao Estresse (GLE); Grupo Linhaça Não Submetido ao Estresse (GLNE) e Grupo Caseína Não Submetido ao Estresse, representando o Grupo Controle (GC). Os animais receberam as dietas desde sua concepção até o final do experimento. Aos 60 dias, foi iniciado o protocolo de estresse para os grupos que passaram por este procedimento. Nele, os animais foram alocados em um tubo cilíndrico durante 20 minutos ao dia, dos 60 aos 88 dias de vida. Eles foram mantidos em gaiolas individuais, com temperatura constante (24 ± 2° C) e iluminação controlada com ciclo claro-escuro de 12h, recebendo água e ração ad libitum durante todo o ensaio. A pressão dos animais foi aferida antes do início e no último dia do protocolo de estresse. Ao final do experimento, os animais foram anestesiados com injeção intraperitoneal e tiveram o sangue e fezes coletados para análises. Os resultados mostraram que, antes do protocolo de estresse, os animais alimentados com linhaça apresentaram pressão arterial inferior aos alimentados com a ração controle (p = 0,000). Após o protocolo, houve diferença na pressão dos animais, na qual tanto a dieta (p < 0,0001) quanto o estresse (p < 0,0001) se mostraram influentes; contudo, a linhaça conferiu aos animais menores valores de pressão arterial mesmo após o estresse. A linhaça também se mostrou mais determinante que o estresse na dosagem hormonal (valor de p para o fator dieta: 0,00 e para o fator estresse: 0,12). Os níveis de corticosterona se encontraram reduzidos nos animais alimentados com ração de linhaça. A dieta foi capaz de influenciar o peso (valor de p = 0,014) e a umidade (valor de p = 0,214) fecal dos animais; dos quais, os alimentados com linhaça apresentaram maiores valores de peso e umidade de fezes. Com estes achados é possível observar a importância da linhaça na saúde, podendo ser considerada como alternativa no manejo da hipertensão, dos níveis elevados do hormônio do estresse e, ainda, da constipação.
metadata.dc.description.abstractother: Stress, starting with a brain perception, activates a series of neurochemical and endocrine mechanisms capable of generating innumerable body responses which become negative when exacerbated, leading to exhaustion. With this reaction, the organism begins to develop pathological processes such as alterations of cardiovascular and intestinal activities. Thus, numerous studies are based on the relationship between stress and pathophysiology of diseases, which have also been widely researched in association with functional foods. Flaxseed is one of them and it has been highlighted as an important food because of its lipid profile, its amino acids content, fibers, lignans and other antioxidant compounds. The present study aims to analyze the influence of a flaxseed-based diet on the possible reflexes of stress in health. For this, a two-factor experimental design was used, with two levels each, in which 24 male Wistar rats were grouped according to the diet offered (casein, CG or flaxseed, FG) and stress protocol (submitted to stress, S, and non-submitted to stress, NS). Thus, the animals were divided into the groups Casein Group Submitted to Stress (CGE); Flaxseed Group Non-submitted to Stress (FGNE); Flaxseed Group Submitted to Stress (FGS) and Casein Group Non-submitted to stress (CG), as Control Group (CG). Animals received diets from conception to the end of the experiment. At day 60, the stress protocol was started for the groups that underwent this procedure. Animals were placed in a cylindrical tube for 20 minutes a day, from day 60 to 88. Animal’s feed intake and body weight were monitored throughout the experiment. They were kept in individual cages, with constant temperature (24 ± 2º C) and controlled lighting with a light-dark cycle of 12 hours, receiving water and feed ad libitum throughout the test. Animal’s blood pressure was measured before the start and on the last day of the stress protocol. At the end of the experiment, animals were anesthetized with intraperitoneal injection and had blood and feces collected for analysis. The results showed that, prior to the stress protocol, animals fed with flaxseed had lower blood pressure than those fed with control ration (p = 0.000). After the protocol, there was a difference in animal’s blood pressure, in which both diet (p < 0.0001) and stress (p < 0.0001) were shown to be influential; however, flaxseed gave animals lower blood pressure values even after stress. The same was observed for corticosterone levels, which were found to be reduced in animals fed with flaxseed. This ration type was also more determinant than stress in hormonal dosage (presenting p value for diet factor = 0.00 and for stress factor = 0.12). Diet was able to influence animal’s fecal weight (p = 0.014) and humidity (p = 0.214); of which, those fed with flaxseed presented higher values of weight and feces moisture. With these findings, it is possible to observe the importance of flaxseed in health, and it can be considered as an alternative in the management of hypertension, elevated levels of stress hormone and, also, constipation.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/7669
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