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Title: Efeitos da dieta hipoproteica nos níveis de toxinas urêmicas de pacientes renais crônicos em tratamento conservador: o papel da microbiota intestinal
Authors: Dreux, Ana Paula Black
metadata.dc.contributor.advisor: Mafra, Denise
metadata.dc.contributor.advisorco: Eduardo, José Carlos Carraro
metadata.dc.contributor.members: Fonseca, Clóvis Orlando Pereira da
Cardozo, Ludmila Ferreira Medeiros de França
Pinto, Milena Barcza Stockler
Delgado, Alvimar Gonçalves
Carmo, Flavia Lima do
Issue Date: 2017
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: Introdução: A dieta hipoproteica é uma das intervenções mais importantes para o paciente com doença renal crônica (DRC) em tratamento conservador, pela sua atuação na modulação da disbiose ntestinal, reduzindo o influxo para o plasma de toxinas urêmicas, tais como indoxyl sulfato (IS), ácido indol-3-acético (AIA), p-cresyl sulfato (p-CS) produzido pela microbiota intestinal. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da dieta hipoproteica sobre o perfil microbiano intestinal, bem como sobre a geração de toxinas urêmicas em pacientes com DRC em tratamento conservador. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, com 30 pacientes com DRC em tratamento conservador, acompanhados por 6 meses após intervenção nutricional com dieta hipoproteica. A adesão à dieta foi monitorada através do Equivalente Proteíco do Aparecimento de Nitrogênio (nPNA). Foi considerada adesão à dieta quando a ingestão de proteína estava entre 90 e 110% da quantidade prescrita (0,6g/kg/dia). A ingestão alimentar foi analisada pelo método de recordatório de 24 horas. Os parâmetros antropométricos, bioquímicos e perfil lipídico foram medidos de acordo com métodos padrão. As concentrações séricas de toxinas urêmicas (IS, p-CS, AIA) foram obtidas por cromatografia líquida de fase reversa (HPLC). As amostras fecais foram coletadas para avaliar o perfil da microbiota intestinal por meio da Reação de Polimerização em Cadeia (PCR) e da Eletroforese em Gel com Gradiente Desnaturante (DGGE). Os pacientes foram divididos em 2 grupos: pacientes com boa adesão à dieta (N=14) e pacientes que não apresentaram boa adesão à dieta (N=16). A análise estatística foi realizada pelo software do programa SPSS 23.0. Resultados: Pacientes com boa adesão à dieta (nPNA = 0,7 ± 0,2g/kg/dia) tiveram aparente melhora da função renal e apresentaram redução significativa das concentrações séricas de colesterol total e LDL-c (183,9±48,5 a 155,7±37,2 mg/dL, p=0,01; 99,4±41,3 a 76,4±33,2 mg/dL, p=0,01, respectivamente). Após 6 meses de intervenção nutricional, os níveis séricos de p-CS foram significativamente reduzidos no grupo com boa adesão à dieta prescrita [ de 19,3 (9,6-24,7) para 15,5 (9,8-24,1) mg/L, p=0,03] e, em contraste, suas concentrações foram aumentadas em pacientes que não tiveram boa adesão [ de 13,9 (8,0-24,8) para 24,3 (8,1-39,2) mg/L, p=0,004]. Não houve diferença no número médio de bandas de acordo com a técnica de DGGE, após intervenção nutricional (grupo adesão: de 29,2 ± 9,6 para 27,1 ± 4,2 bandas, p = 0,56; grupo não adesão: de 26,1 ± 6,8 para 28,3 ± 5,8 bandas, p = 0,36). No entanto, o número médio de bandas foi positivamente associado à ingestão de proteína (r = 0,44, p = 0,04). Além disso, utilizando a técnica de DGGE, observou-se mudança no perfil da microbiota intestinal após intervenção em ambos os grupos, mas não foi possível perceber similaridade entre eles. Conclusão: Além da melhora da função renal, a dieta hipoproteica pode ser boa estratégia para reduzir a produção de toxinas urêmicas produzidas pela microbiota intestinal. Estudos utilizando técnicas moleculares mais robustas são necessários para confirmar a eficácia da dieta hipoproteica na modulação da microbiota intestinal de pacientes com DRC em tratamento conservador
metadata.dc.description.abstractother: Introduction: Low protein diet (LPD - 0.6g/kg/d) is one of the most important interventions for chronic kidney disease (CKD) patients in conservative treatment, for its role in modulating intestinal dysbiosis by reducing the influx of uremic toxins such as indoxyl sulfate (IS), indole-3-acetic acid (IAA) and p-cresyl sulphate (p-CS) which are produced by fermentation of amino acids by the gut microbiota. Thus, the aim of this study was to evaluate the effects of the LPD in the gut microbial profile, as well as the generation of uremic toxins in non-dialysis CKD patients. Methods: Longitudinal study with 30 non-dialysis CKD patients followed for 6 months after nutritional intervention with LPD. Adherence to the diet was evaluated based on the calculation of protein equivalent of nitrogen appearance (nPNA). Good adherence to LPD was considered when protein intake was from 90 to 110% of the prescribed amount (0.6g/kg/day). Food intake was analyzed by the 24-hour recall method. The anthropometric, biochemical and lipid profile parameters were measured according to standard methods. Uremic toxins serum levels (IS, p-CS, IAA) were obtained by high-performance liquid chromatography (RP-HPLC). Fecal samples were collected to evaluate the gut microbiota profile through polymerase chain reaction (PCR) and Denaturing Gradient Gel Electrophoresis (DGGE). Patients were divided into 2 groups: patients who adhered to LPD (N=14) and patients who did not adhere to the diet (N=16). Statistical analysis was performed by the SPSS 23.0 program software. Results: Patients who adhered to the diet (nPNA = 0.7 ± 0.2 g / kg / day) had an apparent improvement in renal function and significant reduction in total and LDL cholesterol (183.9 ±48.5 to 155.7 ± 37.2 mg/dL, p=0.01; 99.4 ± 41.3 to 76.4 ± 33.2 mg/dL, p=0.01, respectively). After 6 months of nutricional intervention, p-CS serum levels were reduced significantly in patients who adhered to the LPD [19.3 (9.6-24.7) to 15.5 (9.8-24.1) mg/L, p=0.03] and in contrast, the levels were increased in patients who did not adhere [13.9 (8.0-24.8) to 24.3 (8.1-39.2) mg/L, p=0.004]. There was no change in the average number of bands according DGGE after LPD intervention (adhesion group: from 29.2 ± 9.6 to 27.1 ± 4.2 bands, p=0.56; non-adhesion group: from 26.1 ± 6.8 to 28.3 ± 5.8 bands, p=0.36; data not shown). However, the average number of bands was positively associated with protein intake (r=0.44, p= 0.04). In addition, using the DGGE technique, it was observed change in the intestinal microbiota profile after LPD intervention in both groups, but it was not possible to perceive a clustering microbial profile within each group. Conclusion: Besides the improvement of renal function, LPD may be a good strategy to reduce the uremic toxins production by the gut microbiota. More studies using molecular techniques are needed to confirm the effectiveness of LPD in the the gut microbiota modulation in non-dialysis CKD patients
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/7867
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