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Title: Configuração política em Michel de Montaigne
Authors: Franco, Dalton
metadata.dc.contributor.advisor: Lessa, Renato
metadata.dc.contributor.members: Augusto, Cláudio de Farias
Medeiros, Sabrina
Issue Date: 2008
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: O trabalho que segue disserta sobre a chamada teoria política combinando a apresentação de uma reflexão antiga e uma elaboração moderna. O objetivo em curso tenta articular o pensamento cético moderno com a política ocidental do século xvi. Os processos mentais da sképsis parecem caminhar para as teorias do conhecimento de modo geral, e diante disso tenta-se promover um esforço de adesão dessa vertente ao pensamento da política, aos seus meios e objetos que mobiliza. O móbil para esse percurso é a obra do ensaísta Michel de Montaigne. Pressupõe-se, por um lado, que há uma conexão causal possível entre a reflexão ordenada por Sexto Empírico, a recepção e elaboração dada por Michel de Montaigne, que por sua vez configuram procedimentos de reflexão e imagens possíveis da política e seus derivados. Ao mesmo tempo, imaginamos que o trabalho do ensaísta sofre de endemia cética soprada ao longo dos seus três livros, os Ensaios, e que, portanto, constitui matéria igualmente remetida à reflexão e imagens dos negócios da cidade. A partir disso discutimos os argumentos oferecidos por Enesidemo e Agripa, com o propósito de aclarar a entrada na reflexão não-simétrica de Michel de Montaigne e, também, conferir uma proposta de introdução que credencie uma leitura conduzida de um trabalho que parece não possuir vínculos analíticos sistemáticos ao primeiro golpe de vista. Esse tratamento permite consagrar a adesão do ensaísta ao que dispôs Pirro de Élis mais de dezoito séculos antes. Do pirronismo retiramos o fio analítico para procedermos a um ajuste organizado das diversas produções dos Ensaios de Michel de Montaigne para o tratamento da política. Observamos assim o trabalho do pensador orientando parte dos seus esforços filosóficos para esse domínio específico sem ignorar as limitações que essa métrica impõe. O ensaísta pensa a reflexão e a política, e esta última de duas maneiras, elaborando um diagnóstico pessimista do ponto de vista ontológico, bem como prescrevendo um tipo de ordenamento via ensaios teóricos ou mesmo num domínio retórico.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/8233
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