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Title: Percepção e tolerabilidade de pacientes submetidos à craniotomia acordados para ressecção de tumor cerebral
Authors: Leal, Rafael Teixeira Magalhães
metadata.dc.contributor.advisor: Fonseca, Clóvis Orlando Pereira da
metadata.dc.contributor.advisorco: Landeiro, José Alberto
metadata.dc.contributor.members: Mafra, Denise
Colli, Benedicto Oscar
Garcia, João Marcio de Moraes
Issue Date: 2016
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: Introdução: A craniotomia com o paciente acordado (CPA) com o mapeamento cerebral é o padrão-ouro para reduzir a incidência de deficit neurológico em decorrência de cirurgias em áreas eloquentes do cérebro. Alguns estudos sugerem que essa técnica é bem tolerada e aceita. Entretanto é motivo de controvérsia se esses achados podem ser generalizados para todas as populações. Objetivo: Descrever a percepção e tolerabilidade dos pacientes submetidos à ressecção de tumor cerebral acordados. Métodos: Foi utilizada metodologia qualitativa. Entrevistas semi-estruturadas foram conduzidas em 17 pacientes operados acordados entre janeiro de 2013 e abril de 2015. Todas as entrevistas foram gravadas e transcritas. As ideias comuns foram agrupadas em categorias. Essas informações categorizadas foram analisadas. Resultados: Seis categorias emergiram após o agrupamento das ideias. 1) Percepção geral: nenhum paciente considerou o procedimento como uma experiência ruim, 94% entenderam o motivo pelo qual foram operados acordados e 88% ficaram positivamente surpresos com a cirurgia; 2) memória: 76% se lembraram de poucos minutos, 12% não tiveram memória alguma e 12% tiveram lembrança de toda a cirurgia; 3) sensações negativas: para 88% foi completamente indolor, 12% relataram dor leve. Desconforto com a posição na mesa de cirurgia foi relatado por 12%; 4) recuperação pós-operatória: a percepção do período pós-operatório foi positiva e 86% se sentiram completamente recuperados no dia seguinte da cirurgia; 5) informação pré-operatória: a explicação da técnica foi considerada satisfatória por todos; 6) comparação com experiências cirúrgicas prévias: 80% dos pacientes preferiram a experiência com craniotomia acordados a outras cirurgias, incluindo craniotomias e procedimentos de menor complexidade. Conclusão: Esse estudo corrobora a ideia de que a CPA é uma técnica bem tolerada. Nenhum paciente teve percepção negativa. Essa técnica pode ser empregada quando o cirurgião considerar que há risco, mesmo que pequeno, de desenvolvimento de deficit neurológico durante a ressecção de tumores cerebrais intra-axiais, sem prejuízo ao bem estar dos pacientes
metadata.dc.description.abstractother: Introduction: Awake craniotomies with brain mapping is the gold-standard in reducing the incidence of neurological deficit in eloquent areas of the brain. Some studies suggest that this technique is well tolerated and accepted by patients. However, it is a matter of controversy whether this findings could be generalized to all populations. Purpose: Describe the perceptions and tolerability of patients who underwent awake brain tumor resection in eloquent areas. Methods: Qualitative research methodology was used. Semistructured interviews were conducted with 17 patients operated awake between January 2013 and April 2015. All interviews were recorded and transcribed. Common thoughts were grouped in categories. This categorized information was analyzed. Results: Six categories emerged after the grouping of ideias. 1) Overall perception: none of patients considered awake craniotomy a bad experience, 94% understood the rationale behind it and 88% were positively surprised with the surgery; 2) memory: 76% remember a few minutes, 12% recall nothing at all and 12% remembered the entire surgery; 3) negative sensations: for 88% it was completely painless, 12% reported slight pain. Discomfort due to positioning on the operating table was reported by 12%; 4) postoperative recovery: perception of the postoperative period was positive and 86% let fully recovered one day after surgery; 5) preoperative information: explanation of the technique was considered satisfactory by all; 6) previous surgical experiences versus awake craniotomy: in 80% of cases, patients preferred the experience with awake craniotomies over other surgeries, including craniotomies and other less complex procedures. Conclusion: This study corroborates the idea that awake craniotomy is a well tolerated technique. None of the patients had a negative perception. This technique may be applied whenever the surgeon considers that there is even the smallest risk of development of neurological deficit during intra-axial brain tumor resection, without compromising patients’ well being
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/8250
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