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Title: Estratégia de saúde da família e vacinação completa em crianças até 1 ano em uma comunidade do Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Authors: Figueiredo, Luciana Tavares
metadata.dc.contributor.advisor: Fonseca, Sandra Costa
metadata.dc.contributor.members: Fonseca, Sandra Costa
Issue Date: 2018
Publisher: UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Citation: FIGUEIREDO, Luciana Tavares. Estratégia de saúde da família e vacinação completa em crianças até 1 ano em uma comunidade do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 2018. 64 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.
Abstract: A Atenção Básica em Saúde (ABS) representa a porta de entrada do SUS no Brasil e o Programa Nacional de Imunização (PNI) é parte essencial e integrada da ABS, com grande impacto na saúde infantil. O indicador de atraso vacinal é importante para efetividade e a segurança das vacinas, pois o sucesso depende de altas taxas de Cobertura Vacinal associadas à adequação temporal de aplicação das doses. O objetivo deste estudo foi relacionar a qualidade da assistência pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) o cumprimento do calendário vacinal em crianças menores de 1 ano. Desenho transversal. A população do estudo foram 228 crianças menores de 1 ano de uma comunidade de baixa renda do município do Rio de Janeiro coberta pela ESF. Foram avaliadas as consultas de puericultura, as visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde e a caderneta de vacinação das crianças, por meio de prontuário eletrônico. Foram investigados fatores relacionados ao atraso/incompletude vacinal. Em relação às doses de 1 a 3 meses, o atraso foi menor que 10% para a maioria das vacinas, exceto a pneumocóccica 1a dose, que alcançou quase 20%. O percentual de não vacinados foi ainda menor, exceto para rotavirus 1a dose, que atingiu 10%. O melhor cumprimento foi para BCG e hepatite B. Em relação às vacinas com 4-6 meses, o atraso variou de 8,1-50,9% destacando-se a vacina pneumocócica 2a e 3ª doses, VOP, pentavalente 3a dose e meningocócica 2a dose. Em relação ao percentual de não vacinados, foi menor que 10%, exceto rotavirus 2a dose, com 20%. O melhor cumprimento vacinal foi da 2a dose da pentavalente e da VIP. No total, apenas 34% das crianças tiveram completude e aplicação em tempo oportuno. Na análise multivariada para qualquer atraso/incompletude, ser Beneficiário do “Bolsa Família” e baixa escolaridade materna aumentaram o risco (OR 2,01 e OR 1,96, respectivamente) porém sem significância estatística, enquanto que as visitas domiciliares seriam fator de proteção (OR 0,49) com significância estatística. Na análise das vacinas com maior incompletude e atraso (rotavirus 2a dose e pneumocócica 3a dose, respectivamente), ser mãe adolescente aumentou cerca de 2 vezes ou risco de não aplicação da rotavirus 2a dose, sem significância. As consultas na frequência adequada (OR 0,61) e presença de residente médico na equipe (OR 0,47) reduziriam o risco, porém sem significância estatística. Para estas mesmas vacinas (rotavirus 2ª dose e pneumocócica 3ª dose), as visitas domiciliares mostraram proteção (OR 0,36 e OR 0,41, respectivamente) com significância estatística. Portanto, faz-se necessário qualificar cada vez mais o papel dos agentes comunitários de saúde e ampliar sua atuação no território. Para aprofundamento, sugere-se a ampliação destes estudos em amostras de bases populacionais para melhor estimação do impacto da ESF na execução das políticas de saúde da criança
metadata.dc.description.abstractother: Primary Health Care (PHC) represents a gateway to the Public Health System in Brazil (SUS) and the National Immunization Program (PNI) is an essential and integrated part of basic PHC, with great impact on children's health conditions. The vaccine timeliness indicator is important, because efficacy and safety of vaccines dependent on high Vaccination Coverage (CV) rates associated with age-appropriate vaccine application. The objective of this crosssectional study was to correlate the quality of care with the Family Health Strategy (FHS) and the compliance with vaccination schedule in children under 1 year. The study population comprised 228 children under 1 year of age living in a low-income community typical of the municipality of Rio de Janeiro covered by the FHS. Data came from child care consultations records, home visits of the community health agent and vaccination cards of children, obtained through electronic medical records. We investigated factors related to the delay / incompleteness of the vaccines. Vaccines in the 1-3 months period showed delay less than 10%, except Pneumococcal 1st dose (delay of almost 20%). The percent of non vaccinated children was even lower, except for Rotavirus 1st dose, 10%. The best performance was for BCG and hepatitis B. For 4-6 months vaccines, delay varied from 8.1-50.9%, and the most delayed were Pneumococcal 2nd e 3rd doses, VOP, Pentavalent 3rd dose and Meningococcal 2nd dose. The percent of not vaccinated was lower than 10%, except Rotavirus 2nd dose, 20%. The best accomplishment was for pentavalent 2nd dose and VIP. Only 34% of the children had timeliness and completeness. In the multivariate analysis for any delay / incompleteness, being a “Bolsa Família (cash transfer progrem)” beneficiary and low maternal schooling were pointed out as risk factors (OR 2.01 and OR 1.96, respectively) but with no statistical significance, whereas home visits at the appropriate frequency showed protection (OR 0.49) with statistical significance. In the analysis of the most incomplete and delayed vaccines (Rotavirus 2nd dose and Pneumococcal 3rd dose, respectively) maternal age <19 years (adolescents) was pointed as a socioeconomic factor that would increase by 2 times or risk of non-application of rotavirus 2nd dose. Consultations at the appropriate frequency (OR 0.61) and presence of a medical resident in the team (OR 0.47) would reduce the risk, but without statistical significance. For the vaccines Rotavirus 2nd dose and Pneumococcal 3rd dose, home visits at the appropriate frequency showed protection (OR 0.36 and OR 0.41, respectively) against delay/incompleteness, with statistical significance. Therefore, it is necessary to qualify the role of community health agents and expand their presence in the territory. New studies should investigate population-based samples to better estimate the impact of FHS upon child health policies
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/8466
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