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Title: O paradoxo da obesidade no prognóstico da insuficiência cardíaca: uma revisão sistemática
Authors: Salim, Lívia Sautter dos Santos
metadata.dc.contributor.advisor: Rosa, Maria Luiza Garcia
metadata.dc.contributor.members: Rosa, Maria Luiza Garcia
Fonseca, Sandra Costa
Flores, Patrícia Viana Guimarães
Souza, Bárbara da Silva Nalin de
Issue Date: 2018
Citation: SALIM, Lívia Sautter dos Santos. O paradoxo da obesidade no prognóstico da insuficiência cardíaca: uma revisão sistemática. 2018. 64 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.
Abstract: Apesar da obesidade ser um importante fator de risco para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), estudos vêm demonstrando que o prognóstico desta síndrome é mais favorável nos indivíduos classificados como obesos. A relação entre a obesidade e um melhor prognóstico na IC é descrita como paradoxo da obesidade. O objetivo deste trabalho é rever, de forma sistemática, os artigos sobre paradoxo da obesidade na IC, buscando identificar elementos que permitam o avanço na discussão deste tema. A estratégia de busca foi realizada na base de dados Medline considerando publicações disponíveis até janeiro de 2018, sendo incluídos estudos primários observacionais de coorte que contivessem como desfecho primário e/ou secundário: sobrevida, internação, morte por todas as causas ou morte por doenças cardiovasculares com pacientes de ambos os sexos, adultos, com diagnóstico prévio de IC. Para tanto, foram considerados estudos com participantes obesos, definidos através do índice de massa corporal. Ademais, como forma de avaliação da qualidade metodológica dos estudos elegíveis para esta revisão, foi utilizada a ferramenta NewCastle-Ottawa Quality Assessment Scale Cohort Studies. Foram retidos trinta e um estudos para leitura na íntegra e posterior avaliação da qualidade metodológica e extração de dados. Como resultado, muitos estudos justificam o paradoxo da obesidade como reflexo de possíveis vantagens clínicas encontradas em pacientes obesos com IC, dentre elas, a menor idade, melhor função renal, maior fração de ejeção e melhor classe funcional. Os estudos também parecem confirmar a vantagem clínica dos obesos, mesmo nos estudos que incluíram somente pacientes mais graves ou terminais, porém, outros determinantes podem estar por trás de tais achados, como o viés de sobrevivência, viés de tempo de diagnóstico, a variável colisora e a epidemiologia reversa. Desta forma, propõe-se a realização de estudos epidemiológicos com maior rigor metodológico que possibilitem minimizar o efeito de tais vieses, além do melhor controle das variáveis de confundimento possibilitando assim, um melhor julgamento sobre a existência do paradoxo da obesidade na insuficiência cardíaca.
metadata.dc.description.abstractother: Despite obesity being an important risk factor for heart failure (HF) development, studies have been showing that the prognosis of this syndrome reveals to be more favorable in individuals classified as obese. The relation between obesity and a better prognosis on HF is known as obesity paradox. Therefore, this work’s objective is to review, systematically, articles about obesity paradox on HF, looking to identify elements that allow the discussion promotion of this topic. The search strategy was performed at Medline database considering publications available until January 2018, being included observational cohort primary studies that contained as primary and/or secondary outcome: survival, hospitalization, death by all causes or death by cardiovascular diseases with patients of both sex, adults, with previous HF diagnosis. Therefore, studies with obese participants were considered, defined by body mass index. Furthermore, the NewCastle-Ottawa Quality Assessment Scale Cohort Studies tool was used as a way of evaluating the methodology quality. Thirty-one studies were retained for reading in full and further quality evaluation and data extraction. As a result, many studies justify the obesity paradox as a reflection of possible clinical advantages found in obese patients with HF, such as younger age, better renal function, greater ejection fraction and better functional class. Studies also seem to confirm obese patients’ clinical advantages, even in studies that included only terminal or grave patients, however, other elements may be behind such findings, such as survival bias, lead bias, collider stratification bias, reverse epidemiology. Thus, it is proposed to carry out epidemiological studies with greater methodological rigor that make it possible to minimize the effect of such biases, as well as better control of the confounding variables, allowing a better judgment over the existence of the obesity paradox on heart failure
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/8643
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