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Title: Um corpo, multidões em corpos: encontros coletivos como territórios de afetos, conhecimentos e cuidado em saúde
Other Titles: One body, multitudes in bodies: collective meetings as territories of affection, knowledge and health care
Authors: Figueiredo, Eluana Borges Leitão de
metadata.dc.contributor.advisor: Abrahão, Ana Lúcia
metadata.dc.contributor.members: Monceau, Gilles Roland
Gouvêa, Mônica Villela
Chagas, Magda de Souza
Fortuna, Cinira Magali
Issue Date: 2018
Citation: Figueiredo, Eluana Borges Leitão de. Um corpo, multidões em corpos: encontros coletivos como territórios de afetos, conhecimentos e cuidado em saúde. 2018. 2016 f. Tese (Doutorado em Ciências do Cuidado em Saúde) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018
Abstract: O estudo teve como objetivo compreender como um coletivo no campo da saúde de um município do estado do Rio de Janeiro vivenciou a dinâmica afetiva, organizou a vida coletiva e, ainda, buscou identificar os modos como as participantes praticaram, experimentaram e narraram a invenção de espaços educativos de Educação Permanente em Saúde (EPS) para si próprias. Sob o referencial teórico de Baruch Espinosa, composições foram tecidas permeando filosofia, saúde, educação, trabalho, política, encontro, afeto e poesia. Mediante a pergunta: “como o encontro pode fazer das trabalhadoras uma coletividade de corpos livres para agir e pensar em potência?”, mergulhei na rede de afetos em um coletivo de modo a recolher, no corpo, os efeitos das forças e dos afetos circulantes que tracejaram o conatus coletivo, a multidão e a produção do comum. Nesse sentido, fez-se necessário construir de um modo (que denominei) esquizoartesanía de pesquisar. Um antimétodo, pois carrega a estrutura de uma forma, mas não pretende reproduzi-la. Um modo em que a potência intensiva do traço esquizo se encontra com o estado de criação, de produção singular, que não se repete, que é único: artesanía. Um modo de pesquisa usado para acompanhar, em ato, os processos coletivos em um plano de consistência transitório, aberto, subordinado aos encontros, às forças, às intensidades e aos afetos. A tese aponta, então, para a inversão do fluxo dos afetos tristes na educação no campo da saúde, dando passagem à potência da alegria e à invenção de novos modos de educar que contrastam com a ideia fixa da temporalidade marcada na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), tensionando o lugar do Estado na captura da vida e da potência coletiva. Os dados foram apresentados em forma de com-posições que, depois de respeitados os preceitos éticos, foram sendo tecidas a partir da atualização das marcas corporais por meio da rememoração das afecções de meu corpo na educação, na enfermagem, na experiência coletiva e, também, por meio de escritas colaborativas das memórias dos encontros produzidas pelas participantes em forma de correspondências. O estudo segue apontando que o próprio encontro educa pela força e potência dos afetos, e que esse modo de educar, na perspectiva da criação de multidão, não precisa ser controlado ou guiado, pois vislumbra, no coletivo, os meios pelos quais os corpos singulares juntos são capazes de compor um poder comum, experimentando a liberdade ainda que em espaços quaisquer de exceção – os quais nomeio Zonas de Autonomia Coletiva (ZAC)
metadata.dc.description.abstractother: The purpose of this study was to understand how a collective in the health field of a municipality in the state of Rio de Janeiro experienced the affective dynamic, organized the collective life and also sought to identify the ways in which they practiced, experimented, and narrated the invention of educational spaces of Permanent Education in Health (PEH) for themselves. Under the theoretical reference of Baruch Espinosa, compositions were traced permeating philosophy, health, education, work, politics, encounter, affection and poetry. By asking the question, "how can the meeting do women workers a collective of free bodies to act and think about potency?", I plunged into the web of affections in a collective so as to gather in the body the effects of forces and circulating affections that traced the collective conatus, the crowd and the production of the common. In this sense, it became necessary to construct a way (which I called) schizoartesanía to search. An anti-method, because it loads the structure of a form, but does not intend to reproduce it. A way where the intensive potency of the schizo trait meets the state of creation, of singular production, unrepeatable, that is unique: artesanía. A research procedure used to accompany, in the act, the collective processes in a plan of transient consistency, open, subordinated to the encounters, the forces, the intensities and the affections. The thesis points to the reversal of the flow of sad affections in education in the health field, giving way to the potency of joy and the invention of new ways of educating that contrast with the fixed idea of temporality marked in the National Policy of Permanent Education, therefore, the place of the State in the capture of life and the collective potency. The data were presented in the form of com-positions that, after respecting the ethical precepts, had been woven from the updating of the body marks through the remembrance of the affections of my body in the education, in nursing, in collective experience, and also through collaborative writing of the memories of the encounters produced by the participants in the form of correspondences. The study continues pointing out that the meeting educates by the strength and potency of affections, and that this way of educating, from the perspective of crowd creation, need not be controlled or guided, since it sees, in the collective, the means by which the singular bodies are able to compose together a common power experiencing freedom, although in any space of exception – which I named Zone of Collective Autonomy (ZCA)
El estudio tuvo como objetivo comprender como un colectivo en el campo de la salud de un municipio del estado del Rio de Janeiro vivenció la dinámica afectiva, organizó la vida colectiva y buscó además identificar los modos como practicaran, experimentaran y narraran la invención de espacios educativos de Educación Permanente en la Salud (EPS) para ellos mismos. A partir del referencial teórico de Baruch Espinosa, se han construido acercamientos que permean la filosofía, la salud, la educación, el trabajo, la política, el encuentro, el afecto, y la poesía. Mediante a la pregunta: “¿Cómo puede el encuentro convertir a trabajadoras en una colectividad de cuerpos libres para actuar y pensar en potencia?”, me zambullí en la red de afectos en un colectivo para recoger, en mi propio cuerpo, los efectos de las fuerzas y de los afectos circulantes que delinean el conatus colectivo, la multitud y la producción de lo común. En este sentido, se hizo necesario construir de un modo que la denominé esquizoartesanía. Es decir, un antimétodo, puesto que carga la estructura de una forma, pero no pretende reproducirla. Es un modo en el cual la potencia intensiva del trazo esquizo se encuentra con el estado de creación, de producción singular, que no se repite, que es único: artesanía. Un procedimiento de investigación empleado para acompañar, en acto, los procesos colectivos en un plano de consistencia transitorio, abierto, subordinado a los encuentros, a las fuerzas, a las intensidades y a los afectos. Esta tesis señala hacia la inversión del flujo de los afectos tristes en la educación en el terreno de la salud, dando paso a la potencia de la alegría y a la invención de nuevos modos de educar que contrastan con la idea fija de la temporalidad marcada en la Política Nacional de Educación Permanente, tensionando, pues, el lugar del Estado en la captura de la vida y de la potencia colectiva. Los datos se presentan en forma de con(m)-posiciones que, después de respetados los preceptos éticos que se han construyendo a partir de la actualización de las marcas corporales a través del recuerdo de las afecciones de mi cuerpo en la educación, en la enfermería, en la experiencia colectiva y, también a través de escrituras colaborativas de los recuerdos de los encuentros producidos por los participantes en forma de correspondencias. El estudio sigue señalando que el propio encuentro educa por la fuerza y potencia de los afectos y que ese modo de educar, en la perspectiva de la creación de la multitud, no necesita control o guía, pues vislumbra, en lo colectivo, los medios por los cuales los cuerpos singulares son capaces de componer, juntos, un poder común experimentando la libertad, aunque en un espacio cualquiera de excepción – al que denomino Zona de Autonomía Colectiva (ZAC)
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9122
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