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Title: Modelos de decisão médica sobre medidas de suporte à vida em pacientes críticos incapazes internados em unidades de terapia intensiva da região metropolitana do Rio de Janeiro: uma perspectiva bioética
Authors: Verdeal, Juan Carlos Rosso
metadata.dc.contributor.advisor: Ribeiro, Carlos Dimas Martins
metadata.dc.contributor.members: Costa, Alexandre da Silva
Ribeiro, Carlos Dimas Martins
Floriani, Ciro Augusto
Freitas, Edna Estelita Costa
Batista, Rodrigo Siqueira
Issue Date: 2018
Citation: VERDEAL, Juan Carlos Rosso. Modelos de decisão médica sobre medidas de suporte à vida em pacientes críticos incapazes internados em unidades de terapia intensiva da região metropolitana do Rio de Janeiro: uma perspectiva bioética. 2018. 127 f. Tese (Doutorado em Bioética, ética aplica e saúde coletiva) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.
Abstract: Com o objetivo de estudar os modelos de decisão sobre medidas de suporte à vida em pacientes incapazes foram realizadas quarenta entrevistas com médicos de unidades de terapia intensiva em hospitais públicos e privados do Rio de Janeiro. A pesquisa utilizou um caso real vivido pelo médico entrevistado e um caso teórico previamente publicado. Os modelos de decisão foram analisados sob a ótica do principialismo biomédico de Beauchamp e Childress e da bioética convergente de Maliandi e Thüer. Nenhuma decisão foi tomada baseada no modelo de autonomia pura, pela ausência de diretivas antecipadas de vontade. Apesar de existirem informações que permitiriam o julgamento por substituição para cerca de metade dos casos, muitas vezes as decisões contrariaram os desejos dos pacientes contrapondo os princípios da autonomia aos da beneficência e não-maleficência. A decisão pelo melhor interesse foi predominante para a definição de medidas de suporte, em clara opção pelos princípios da beneficência e não-maleficência sobre a autonomia. O modelo paternalista foi mais frequentemente utilizado que a decisão compartilhada. A análise das entrevistas permitiu a identificação de duas categorias temáticas não definidas previamente no protocolo do estudo: a decisão por acomodação e a prática da medicina defensiva. A maioria dos entrevistados reconheceu a existência de disparidades nos modelos de decisão praticados nas unidades de terapia intensiva do serviço público e privado. A decisão paternalista foi mais frequente nos hospitais públicos. As respostas sobre o caso teórico apontaram como modelo preferencial a decisão compartilhada contrariando os resultados das entrevistas sobre os casos reais. A comparação entre cenários reais e teóricos pode ter provocado um viés nesta análise. Em comparação com o principialismo biomédico, a análise das condutas pela bioética convergente pareceu enriquecer a discussão ética ao não anular nenhum princípio em choque como técnica para solucionar conflitos. Para tal, a aplicação do metaprincípio da convergência, enquanto instrumento para compatibilizar os princípios em conflito, buscou decisões em maior sintonia com a inevitável conflitualidade do ethos.
metadata.dc.description.abstractother: To study decision-making models on life-support measures in incompetent patients, forty intensive care physicians from public and private hospitals in Rio de Janeiro were interviewed. Questions were addressed about a real-life case treated by the physician and about a theoretical case previously published. Decision-making models were analyzed using the theoretical perspectives of Beauchamp and Childress´ principlism and from Maliandi and Thüer´s convergence bioethics. No decision was made based on the pure autonomy standard due to the absence of advance directives. Although on nearly half of the cases there was information that would allow decisions by the substituted judgment standard, medical decisions often contradicted patients' wishes by choosing beneficence and non-maleficence principles instead of the principle of respect for autonomy. The best interest standard was the predominant model for decisions on life-support measures, clearly driven by the principles of beneficence and non-maleficence. The paternalistic model was more often used than the shared decision-making model. The analysis of the interviews allowed the identification of two thematic categories not previously anticipated in the study protocol: the decision by accommodation and the practice of defensive medicine. Most of the physicians acknowledged the existence of disparities in the decision-making models between intensive care units of the public and private sectors. The paternalistic decision-making model was more frequently used in public hospitals. The answers on the theoretical case pointed to the shared decision-making model as the preferred method, in contradiction to the results found in the interviews on the real cases. The comparison between real and theoretical scenarios may have promoted a bias in this analysis. In comparison to Beauchamp and Childress´ principlism, Maliandi and Thüer´s convergence bioethics seemed to enhance the moral discussion by not overriding any principle as a technique for resolving ethical conflicts. To accomplish this, the application of the meta-principle of convergence in order to reconcile conflicting principles, appeared to best pursue decisions in tune with the unavoidable conflicts of the ethos
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9150
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