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Title: Colonização nasal por Staphylococcus aureus resistente à meticilina em crianças e adolescentes atendidos em nível ambulatorial em hospital público universitário do município de Niterói, Rio de Janeiro
Authors: Araújo, Verônica Afonso de
metadata.dc.contributor.advisor: Cardoso, Claudete Aparecida Araújo
metadata.dc.contributor.advisorco: Alves, Fábio Aguiar
metadata.dc.contributor.members: Setúbal, Sérgio
Herdy, Gesmar Volga Haddad
Diniz, Lilian Martins Oliveira
Issue Date: 2015
Citation: ARAUJO, Verônica Afonso de. Colonização nasal por Staphylococcus aureus resistente à meticilina em crianças e adolescentes atendidos em nível ambulatorial em hospital público universitário do município de Niterói, Rio de Janeiro. 2015. 119 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2015.
Abstract: O Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) causa ampla variedade de doenças que variam de infecções de pele e partes moles a infecções sistêmicas potencialmente letais. O aumento nas taxas de infecções invasivas e não invasivas por CA-MRSA (MRSA associado à comunidade) em crianças é preocupante. Evidências demonstram que colonização nasal pode funcionar como um reservatório do patógeno na comunidade e indivíduos colonizados por S. aureus têm maiores chances de desenvolverem infecção. A prevalência de condições crônicas em Pediatria vem crescendo nas últimas décadas. Estes pacientes têm frequente contato com instituições de saúde, aumentando sua exposição a patógenos como MRSA. O objetivo deste estudo é descrever a prevalência de colonização nasal por S. aureus e MRSA em crianças e adolescentes com alto percentual de condições crônicas, atendidos ambulatorialmente, e identificar os possíveis fatores associados com colonização nasal. Neste estudo de corte transversal, 500 pacientes entre zero e 16 anos de idade, selecionados por amostragem de conveniência, foram recrutados no ambulatório de Pediatria de um hospital público situado em Niterói, Rio de Janeiro, entre 2011 e 2013. Foram coletados suabes nasais dos pacientes. Os responsáveis legais foram entrevistados a respeito das características demográficas do domicílio e dos dados clínicos. Utilizaram-se métodos moleculares para caracterizar as amostras resistentes à meticilina. As amostras de MRSA foram caracterizadas quanto ao SCCmec, quanto à detecção de genes lukS-PV e lukF-PV, e tipadas por spa typing e multilocus sequence typing (MLST). As taxas de colonização nasal por S. aureus e MRSA foram de 57,8% (289/500) e 9,4% (47/500), respectivamente. Na análise multivariada por regressão logística, os fatores associados à colonização nasal por S. aureus foram idade entre 5-8,99 anos [p<0,001, odds ratio ajustado - ORA: 3,01 (IC 95%: 1,68-5,41)] e 9-16,99 anos [p=0,010, ORA: 2,09 (IC 95%: 1,18-3,68)], atividade em piscina [p=0,008, ORA: 1,81 (IC 95%: 1,16-2,81)], aplicação de injeção nos últimos 30 dias [p=0,044, ORA: 1,57 (IC 95%: 1,01- 2,45)] e presença de lesões de pele [p=0,014, ORA: 4,72 (IC 95%: 1,36-16,32)]. Os fatores associados à colonização nasal por MRSA na análise multivariada por regressão logística foram mães que tinham concluído ensino médio [p=0,014, ORA: 0,34 (IC 95%: 0,15-0,81)], uso de antibióticos beta-lactâmicos nos últimos 30 dias [p=0,031, ORA: 2,10 (IC 95%: 1,07- 4,14)] e doença aguda no momento do estudo [p=0,016, ORA: 2,19 (IC 95%: 1,16- 4,14)]. Não houve associação entre a colonização por MRSA e doença crônica (p=0,141). Das amostras de MRSA, 45 (97,8%) carreavam SCCmec do tipo IV, classicamente associado ao CA-MRSA. Os tipos clonais mais frequentemente identificados pelo spa typing e MLST foram t002/ST5, presente em 18 de 46 (39,1%) amostras e t318/ST30, presente em nove de 46 (19,6%) amostras. Em nove de 46 amostras (19,6%) foi detectada a presença dos genes para produção da leucocidina de Panton-Valentine. A ausência de associação entre colonização nasal por MRSA e doença crônica na população estudada sugere que estas crianças foram colonizadas na comunidade e não no ambiente hospitalar.
metadata.dc.description.abstractother: Methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) causes a wide spectrum of disease ranging from skin and soft tissue infections to potential life-threatening systemic infections. The increase in rates of invasive and non-invasive CA-MRSA (community-associated methicillin-resistant Staphylococcus aureus) infections in children is concerning. Evidence has shown that nasal carriers can function as a reservoir of the bacteria in the community and that S. aureus carriers have higher chances of developing infection. An increasing prevalence of chronic conditions in children and adolescents has been observed in recent decades. These patients have frequent contact with health institutions, increasing their exposure to pathogens like MRSA. The aim of this study was to describe the prevalence of S. aureus and MRSA nasal colonization among pediatric outpatients with high prevalence of chronic disease and identify possible factors associated with nasal colonization in these children. For this cross-sectional study, 500 patients from zero to 16 years, selected by convenience sampling, were recruited from a pediatric outpatient clinic of a public hospital located in Niterói, Rio de Janeiro State, from 2011 to 2013. Nasal swabs were collected from patients. Legal guardians were interviewed regarding household demographic characteristics and clinical history. MRSA isolates were characterized by SCCmec, detection of genes lukS-PV and lukF-PV, spa typing and multilocus sequence typing (MLST). S. aureus and MRSA nasal colonization rates were 57.8% (289/500) and 9.4% (47/500), respectively. Factors associated with colonization with S. aureus in the multivariate logistic regression were age between 5-8.99 years [p<0.001, adjusted odds ratio (AOR): 3.01 (95% CI: 1.68-5.41)] and 9-16.99 years [p=0.010, AOR: 2.09 (95% CI: 1.18-3.68)], activities in swimming pools [p=0.008, AOR: 1.81 (95%CI: 1.16-2.81)], receiving injections in the previous 30 days [p=0.044, AOR: 1.57 (95% CI: 1.01- 2.45)] and the presence of skin lesions [p=0.014, AOR: 4.72 (95% CI: 1.36 -16.32)]. Factors associated with MRSA colonization in the multivariate logistic regression were mothers with nine to 11 years of education [p=0.014, AOR: 0.34 (95% CI: 0.15-0.81)], using beta-lactam antibiotics in the previous 30 days [p=0.031, AOR: 2.10 (95% CI: 1.07-4.14)] and acute illness at enrollment [p=0.016, AOR: 2.19 (95% CI: 1.16-4.14)]. Having a chronic disease was not associated with MRSA colonization (p=0.141). Of the MRSA sample isolates, 45 (97.8%) harbored SCCmec IV, usually associated with CA-MRSA. The predominant spa-typing and MLST clones found were t002/ST5, found in 18 of 46 samples (39.1%) and t318/ST30, found in 9 of 46 samples (19.6%). Nine out of 46 isolates (19.6%) were positive for the presence of Leucocidin Panton-Valentine genes. The lack of association between MRSA nasal colonization and chronic disease in our population suggests that these children and adolescents were colonized in the community rather than in a hospital setting.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9182
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