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Title: Entre a casa e a política: uma etnografia das controvérsias na ladeira Sacopã
Authors: OVALLE, Luiza Aragon
metadata.dc.contributor.advisor: Mota, Fabio Reis
metadata.dc.contributor.members: Eilbaum, Lucia
Araújo, Melvina Afra Mendes de
Gonçalves, Rafael Soares
Issue Date: 2013
Citation: OVALLE, Luiza Aragon. Entre a casa e a política: uma etnografia das controvérsias na ladeira Sacopã. 2013. p.107. Dissertação (Mestrado) - Curso de Pós-graduação em Antropologia, Departamento de Antropologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.
Abstract: A presente dissertação discute alguns aspectos da história da ocupação da ladeira Sacopã, situando a família Pinto num contexto histórico mais amplo ao discutir a influência do processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro sobre as mudanças na ocupação do bairro da Lagoa. Quando este antigo bairro operário passa a ser reduto de uma elite econômica e social, a convivência com diferentes moralidades forma uma sobreposição de representações, através das quais tanto a família quanto seus vizinhos aparecem, simultaneamente, como estabelecidos e outsiders. A partir da década de 1960, o enfretamento das forças que expulsam a população negra e pobre do bairro traz uma aguçada visibilidade sobre esta família remanescente, que encontra resistências configuradas cada vez mais num grupo opositor. Inicialmente, estes confrontos se valiam da gramática da honra e do privilégio, através da qual a classificação hierárquica brasileira distinguia a família Pinto daqueles que passaram a residir na periferia da cidade. Aos poucos, através do contato com movimentos sociais e também através dos novos recursos jurídicos advindos com a Constituição de 1988, a reivindicação de posse do território e das atividades nele realizadas passa a se impor como uma tolerância à diversidade cultural entre grupos detentores da mesma dignidade. A disputa por território se estende, desta forma, a uma disputa por conteúdos culturais no cotidiano de dois grupos que, através deste processo, constituem fronteiras persistentes. A presença da família e de alguns condomínios vizinhos em processos judiciais ao longo dos últimos quarenta anos, bem como a sustentação de redes de sociabilidade dentro de instâncias governamentais e movimentos sociais passam a compor esta mediação com a alteridade, nos conduzindo a questionar até que ponto a afirmação pública e jurídica da existência de uma fronteira étnica é suficiente para proteger o objeto da sua garantia de direitos, que são conteúdos culturais, colocados em seus discursos em termos de uma cidadania acessível através da afirmação de diferenças.
metadata.dc.description.abstractother: The present work discusses some aspects of the history of occupation on Ladeira Sacopã, situating the Pinto Family on a broader historical context where the urbanization process influence of Rio de Janeiro city plays a central role on the occupation of the Lagoa Rodrigo de Freitas neighborhood. When this formerly labor class neighborhood becomes the home of economic and social elites, the coexistence of different moralities forms a representation overlapping, through which the family and its neighbors appear simultaneously, as insiders and outsiders. From the 1960s onward, the confrontation among forces that expel black and poor populations brings a new kind of visibility to this remaining family, which faces resistance configured in an opposition group. In the beginning, confrontations were drawn upon grammars of privilege and honor, through which Brazilian hierarquical classification differentiated the Pinto Family from those who moved to periphery neighborhoods. Gradually, through the contact with social movements and also new juridical resources available through the 1988 Federal Constitution, possession vindication as well as the activities that took place there imposes as tolerance to cultural diversity among groups that share equivalent dignity. Thus, territorial dispute extends to a dispute over cultural contents in everyday life of two groups to which, in this process, constitute enduring borders. The presence of the family and several adjoining condos in judicial disputes and in sociability networks involving social movements and government instances along the past forty years compose this mediation of the other. In this context, we question if the public assertion and juridical existence of an ethnic border is enough to assure the object of the rights in question, which are cultural contents, presented in their speeches in terms of accessible citizenship by the means of the recognition of differences in public arenas.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9213
Appears in Collections:NEPEAC - Teses e Dissertações

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