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Title: Avaliação da colonização orofaríngea por estreptococos beta-hemolíticos
Authors: Luiz, Fernanda Baptista de Oliveira
metadata.dc.contributor.advisor: Barros, Rosana Rocha
metadata.dc.contributor.members: Rabello, Renata Fernandes
Souza, Cláudia Rezende Vieira de Mendonça
Pinheiro, Roberta Olmo
Issue Date: 2019
Citation: LUIZ, Fernanda Baptista de Oliveira. Avaliação da colonização orofaríngea por estreptococos beta-hemolíticos . 2019. 70 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Microbiologia e Parasitologia Aplicadas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: Os estreptococos beta-hemolíticos compreendem várias espécies de importância médica. Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A – EGA) é agente etiológico de diversas infecções, incluindo faringite, e requer diagnóstico e tratamento adequados devido ao risco de evolução para processos não supurativos. Outras espécies, como Streptococcus dysgalactiae subsp equisimilis (grupos C e G - SDSE), Streptococcus agalactiae (estreptococo do grupo B – EGB) e Streptococcus do grupo anginosus (SGA) estão envolvidas em faringite e outras infecções. EGA e SDSE compartilham fatores de virulência, como a proteína M, considerada o mais importante marcador epidemiológico. Em EGB, a cápsula polissacarídica é um importante fator de virulência e marcador epidemiológico. Penicilina é a droga de escolha para tratamento das infecções estreptocócicas. Macrolídeos e lincosamidas, são alternativas terapêuticas recomendadas, porém o aumento de resistência a estes antimicrobianos tem sido relatado. Este estudo avaliou a ocorrência de colonização e persistência em 121 crianças e 127 adultos jovens (AJ), alunos de instituições localizadas no município de Niterói, no período de setembro de 2015 a fevereiro de 2017, a susceptibilidade aos antimicrobianos e a diversidade genética das amostras isoladas. A secreção orofaríngea foi cultivada e os voluntários colonizados foram submetidos a coletas trimestrais no período de 12 meses, enquanto houvesse persistência. As amostras foram identificadas por testes fenotípicos e sorológicos. Os testes de susceptibilidade a sete antimicrobianos foram realizados por disco-difusão. Foram determinados os fenótipos, genótipos e a concentração inibitória mínima (CIM) por difusão do gradiente do antimicrobiano das amostras resistentes à eritromicina. A tipificação do gene emm, que codifica a proteína M, e a tipificação capsular foram realizadas por PCR, seguida do sequenciamento do gene emm. Foi avaliada a diversidade genética das amostras pela eletroforese em gel em campo pulsado (PFGE) ou reação randômica de DNA polimórfico (RAPD). Inicialmente, foram isoladas 34 amostras: 17 oriundas de crianças (todas EGA) e 17 de AJ [EGA (3), EGB (4), SDSE (8) e SGA (2)]. Na avaliação da persistência, foram isoladas 10 amostras de EGA de crianças em até seis meses após a primeira coleta e 22 amostras de AJ [EGA (2), EGB (2), SDSE (17) e SGA (1)] no decorrer de um ano. Foi observada troca de espécie (EGA/SDSE e SGA/EGB) e de grupo sorológico de SDSE em amostras de dois voluntários ao longo das coletas. As amostras foram susceptíveis a ceftriaxona, levofloxacina, penicilina e vancomicina. Amostras de EGA, EGB e SDSE foram resistentes à tetraciclina. Observou-se resistência à eritromicina em uma amostra de EGA (MLSi, ermA e CIM-Eri 8 g/ml) e seis de SDSE, com os fenótipos e genótipos M/mefA/E e MLSi/ermA e CIM-Eri 8-16 g/ml. Seis tipos emm foram encontrados entre amostras de EGA, sendo emm87.16 e emm89.0 os mais frequentes, detectados apenas entre os voluntários infantis. Entre SDSE, foram encontrados cinco tipos emm com alguns subtipos. Três novos subtipos emm foram identificados neste estudo, incluindo o mais frequente, emm87.16. Três tipos capsulares foram detectados em EGB (Ia, Ib e III). Observa-se correlação na diversidade dos tipos emm e perfis de PFGE, onde seis grupos clonais foram encontrados entre amostras de EGA e dez entre amostras de SDSE. Entre EGB, tem-se quatro ou cinco grupos clonais, considerando a digestão com diferentes enzimas. Ainda que não se tenha determinado a espécie, entre SGA foi observado um único grupo clonal.
metadata.dc.description.abstractother: Beta-hemolytic streptococci comprise several species of clinical importance. Streptococcus pyogenes (group A streptococci – GAS) is etiological agent of several infections including pharyngitis, being in this case, requires suitable diagnostic and treatment due to the risk of evolution to non-suppurative processes. Other species such as Streptococcus dysgalactiae subsp equisimilis (groups C and G – SDSE), Streptococcus agalactiae (group B streptococci – GBS), Streptococcus anginosus group (SAG) are involved in pharyngitis and other infections. GAS and SDSE share virulence factors, among them, M protein, considered the most important epidemiological marker. In GBS, the polysaccharide capsule is an important virulence factor and epidemiological marker. Penicilin is the drug of choice for treatment of streptococcal infections. Macrolides and lincosamides are recommended therapeutic alternatives, however the increase of resistance to these antibiotics has been reported. This study evaluated the ocurrence of colonization and persistence in 121 children and 127 young adults (YA), students of institutions located in the city of Niterói, during September 2015 to February 2017, antimicrobial susceptibility and genetic diversity of isolates recovered. Oropharynx secretions were cultured and carriers were submitted to quarterly screening up to 12 months, while persistent colonization could be detected. Isolates were identified by phenotypical and serological tests. Susceptibility tests for seven antibiotics were performed by disk-diffusion technique. Erythromycin resistant isolates were submitted to macrolide resistance phenotype, genotype and minimal inhibitory concentration (MIC) determination by gradient diffusion antibiotic. emm gene typing, the gene that codes M protein, and capsular typing were performed by PCR, followed by emm gene sequencing. The evaluation of genetic diversity was performed by pulsed field gel electrophoresis (PFGE) or random amplified polymorphic DNA (RAPD). Initially, 34 isolates were recovered: 17 isolates recovered from children (all GAS) and 17 from YA [GAS (3), GBS (4), SDSE (8) and SAG (2)]. During persistence evaluation, 10 GAS isolates were recovered from children in six months of screening, while 22 isolates [GAS (2), GBS (2), SDSE (17) and SAG (1)] recovered from young adults during one year. Exchange of species (GAS/SDSE and SAG/GBS) and SDSE serological group was observed in two volunteers during the screening. Isolates were susceptible to ceftriaxone, levofloxacin, penicilin and vancomycin. GAS, GBS and SDSE isolates were resistant to tetracycline. Resistance to erythromycin was also detected: one GAS isolate (iMLSB, ermA, MIC-Eri 8 μg/ml) and six SDSE, whose phenotypes and genotypes were M/mefA/E, iMLSB/ermA and MIC-Eri 8-16 μg/ml. Six emm types were found among GAS isolates, being emm87.16 and emm89.0 the most frequent, detected only among pediatric volunteers. Among SDSE, five emm types with some subtypes were found. Three new emm subtypes were identified in this study, including the most frequent emm87.16. Three GBS capsular types were detected (Ia, Ib and III). A close correlation was observed among emm types diversity and PFGE profiles, where six clonal groups were found among GAS isolates and 10 among SDSE isolates. Among GBS, there are four or five clonal groups, considering digestion with different enzymes. Although the species were not determined, a single clonal group was observed among SAG.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9244
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