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dc.contributor.advisorMariani, Bethania-
dc.contributor.authorSantos, Wellington Ferreira-
dc.date.accessioned2019-05-07T15:28:49Z-
dc.date.available2019-05-07T15:28:49Z-
dc.date.issued2019-04-30-
dc.identifier.urihttps://app.uff.br/riuff/handle/1/9390-
dc.description.abstractEsta pesquisa tem como objetivo, investigar e compreender os processos de produção de sentidos que circunscrevem os discursos sobre “cota racial” em matérias publicadas na revista VEJA, entre os anos de 2006 a 2012. Para tanto, filiamo-nos ao quadro teórico-metodológico da escola francesa de análise do discurso, iniciada por Pêcheux (1969;1975;1983) e introduzida e desenvolvida no Brasil por Orlandi (1983; 1984; 2003; 2007; 2012). Nessa perspectiva, recortamos (ORLANDI, 1984) sequências discursivas (COURTINE, 2009) a fim de chegarmos ao campo discursivo de referência e, assim, ao corpus discursivo. A partir disso, iniciamos a análises das sequências discursivas recortadas, nas quais conseguimos compreender as formações imaginárias (PÊCHEUX, 1969) que constituem o discurso jornalístico, quais sejam, a imagem que VEJA faz de si mesma, a imagem que VEJA faz da imagem de leitor, a imagem que VEJA faz do referente “cota racial”, a imagem que VEJA faz do que é um cotista e um não-cotista. Em outras palavras, percebemos que VEJA se coloca como defensora do Brasil e de valores hegemônicos. Depreendemos que negar/silenciar o outro é condição indispensável para afirmação do mesmo (MARIANI, 1996). Em outros termos, denominar sistema de cotas raciais e/ou cotista de forma negativa, é condição determinante para ressuscitar valores hegemônicos, ou seja, valores da elite dominante. Ao buscar compreender o funcionamento da conjunção adversativa coordenativa, deixamos como hipótese que ao dizer “sistema de cotas raciais”, há um apagamento da luta de classes, na medida em que, dizer “sistema de cotas raciais”, direciona/institucionaliza sentidos em torno de um (vários) confronto(s) de identidades subjetivadas, quais seja, preto, pardo, índio, branco, ao mesmo tempo em que controla/silencia/apaga a luta do proletariado contra quem detém os modos de produção capitalista. Conseguimos compreender que o discurso jornalístico que circula nas páginas de VEJA se filia a uma formação discursiva liberal conservadora, por isso, o sistema de cotas, em geral, e o sistema de cotas raciais, em particular, são políticas públicas a se combaterpt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by secretaria pós-letras repositorio (secretaria.repositorio@gmail.com) on 2019-04-30T16:14:59Z No. of bitstreams: 1 Dissertação Final em PDF Editada.pdf: 7631561 bytes, checksum: 3402a5bc396ef7291bd99422161a12ef (MD5)en
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dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsOpen Accesspt_BR
dc.titleProcessos de produção de sentidos que circunscrevem os discursos sobre “cota racial” em matérias publicadas na revista Veja (2006 a 2012)pt_BR
dc.typeAnais de Eventopt_BR
dc.subject.keywordAnálise do discursopt_BR
dc.subject.keywordDiscurso jornalísticopt_BR
dc.subject.keywordFormações imagináriaspt_BR
dc.subject.keywordImplementação do sistema de cotas [raciais]pt_BR
dc.subject.keywordPolíticas públicaspt_BR
dc.subject.keywordAções Afirmativaspt_BR
dc.contributor.membersLunkes, Fernanda Luzia-
dc.contributor.membersBaalbaki, Angela Correa Ferreira-
dc.degree.levelmestrado acadêmicopt_BR
dc.subject.descriptorAnálise do discursopt_BR
dc.subject.descriptorDiscurso jornalísticopt_BR
dc.subject.descriptorPolítica públicapt_BR
dc.subject.descriptorAção Afirmativapt_BR
dc.subject.keywordotherAnalyse du discourspt_BR
dc.subject.keywordotherDiscours journalistiquept_BR
dc.subject.keywordotherFormations imaginairespt_BR
dc.subject.keywordotherMise en oeuvre du système de quotas [raciaux]pt_BR
dc.subject.keywordotherPolitiques publiquespt_BR
dc.subject.keywordotherAction affirmativept_BR
dc.description.abstractotherCette recherche vise à étudier et à comprendre les processus de production de sens qui circonscrivent les discours sur le "quota racial" dans les publications de la revue VEJA entre 2006 et 2012. Pour ce faire, nous rejoignons au cadre théorique et méthodologique de l’école française d'analyse du discours, initiée par Pêcheux (1969, 1975, 1983) et introduite et développée au Brésil par Orlandi (1983, 1984, 2003, 2007, 2012). Dans cette perspective, nous avons découpé (ORLANDI, 1984) des séquences discursives (COURTINE, 2009) afin d’atteindre le champ discursif référence et donc le corpus discursif. À partir de cela, nous commençons l’analyse des séquences discursives découpées, dans lesquelles nous pouvons comprendre les formations imaginaires (PÊCHEUX, 1969) qui constituent le discours journalistique, c’est-à-dire l’image que VEJA se fait d'elle-même, l'image que VEJA fait de l'image de lecteur, l’image que VEJA fait du référent "quota racial", l’image que VEJA fait de ce qui est un “cotista” et un “não-cotista”. En d’autre façon, nous percevons que la revue VEJA est une défenseuse du Brésil et des valeurs hégémoniques. Nous en comprenons que nier / faire taire l’autre est une condition indispensable pour l’affirmation du même. (MARIANI, 1996). En d’autres termes, dénommer système de quotas raciaux et/ou “cotista” de forme negative, est condition determinante pour ressusciter les valeurs hégémoniques, c’est-à-dire, les valeurs de l’elite. En cherchant à comprendre le fonctionnement de la conjonction adversative de coordination, nous émettons l'hypothèse que, au moment, qu’on dit "système de quota racial", la lutte de classe s'efface, dans la mesure que, pour dire "système de quota racial", il faut institutionnaliser les sens autour d’une (diverses) confronte(s) d'identités subjectivées, à savoir, noir, brun, indigène, blanc, au même temps en qu’il y a un contrôle/silence /effacement de la lutte du prolétariat contre ceux qui détiennent les modes de production capitaliste. Nous pouvons comprendre que le discours journalistique qui circule dans les pages de VEJA est basé sur une formation discursive libérale conservatrice, pour cela, le système de quotas, en général, et le système de quotas raciaux, en particulier, sont des politiques publiques à combattrept_BR
dc.identifier.vinculationAluno de Mestradopt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal Fluminensept_BR
dc.degree.departmentInstituto de Letraspt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos de Linguagempt_BR
dc.degree.date2019-03-11-
dc.degree.localNiterói, RJpt_BR
dc.publisher.departmentNiteróipt_BR
Appears in Collections:POSLING - Tese e Dissertação

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