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Title: A influência do consumo materno de farinha de linhaça ou óleo de linhaça sobre os indicadores cardiovasculares e morfologia cardíaca da prole de ratas diabéticas
Authors: Vicente, Gabriela Câmara
metadata.dc.contributor.advisor: Boaventura, Gilson Teles
metadata.dc.contributor.advisorco: Chagas, Maurício Alves
metadata.dc.contributor.members: Lima, Giovanna Aparecida Balarini
Mello, Vanessa de Souza
Marostica, Elisabeth
Issue Date: 2014
Citation: VICENTE, Gabriela Câmara. A influência do consumo materno de farinha de linhaça ou óleo de linhaça sobre os indicadores cardiovasculares e morfologia cardíaca da prole de ratas diabéticas. 2014. 111 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2014.
Abstract: O diabetes mellitus durante a gravidez está associado a complicações maternas e perinatais, podendo induzir na prole uma série de desordens metabólicas e cardiovasculares. A alimentação pode exercer uma grande influência neste processo, para isso a aplicação terapêutica da semente de linhaça vem sendo estudada, pois esta oleaginosa é a melhor fonte vegetal de ácido graxo ômega-3, que são considerados atualmente pelos pesquisadores, essenciais protetores contra doenças cardiovasculares. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da farinha e do óleo de linhaça sobre os indicadores cardiovasculares e na morfologia cardíaca dos filhotes de ratas diabéticas, na vida adulta. Ratas (n=24) foram induzidas ao diabetes por dieta hiperlipídica (60% de lipídeos) e por estreptozotocina. Após a confirmação da diabetes (glicose > 300mg/dL) foram para o acasalamento, e confirmada a gestação foram divididas em quatro grupos: grupo controle (GC- recebendo ração de caseína), grupo hiperlipídico (GH- recebendo ração hiperlipídica), grupo farinha de linhaça (GFL- recebendo ração hiperlipídica adicionada de farinha de linhaça) e grupo óleo de linhaça (GOL- recebendo ração hiperlipídica adicionado de óleo de linhaça). Após o desmame, seis machos (M) de cada grupo foram separados e passaram a receber dieta comercial até os 100 dias de vida. Aos 90 dias, a pressão arterial sistólica foi mensurada. No momento do sacrifício o sangue foi colhido por punção cardíaca e o soro foi separado para análise bioquímica do perfil lipídico, proteína quimiotática de Monócitos 1 (MCP-1) e fator de crescimento vascular endotelial (VEGF). A aorta e o coração foram removidos e fixados para análise histológica. As análises foram realizadas no programa S-Plus 8.0, com nível de significância de p<0,05. A hiperglicemia materna levou ao aumento dos valores da pressão arterial no MGH, MGOL e MGFL (+31,8%; +15,5%; +28,4%, p<0,001), contudo o uso materno de óleo de linhaça levou a redução do valor da pressão em relação ao MGH. Um menor peso corporal foi encontrado nos grupos MGH, MGOL e MGFL (p<0,008), porém o consumo médio de ração (p<0,001) foi significativamente maior no MGFL. Observou-se que as dietas experimentais não afetaram a concentração sérica de MCP-1 (p=0,155), VEGF (p=0,516), colesterol (p=0,589), triglicerídeo (p=0,541), HDL-c (p=0,868), LDL-c (p=0,571) e VLDL-c (p=0,541). A espessura da camada íntima-média da aorta foi significativamente menor no MGOL e MGFL (p<0,001), área da luz foi semelhante entre os grupos (p=0,093) e uma maior porcentagem de fibra elástica foi encontrada no MGOL e MGFL (p<0,002). A prole do MGFL apresentou significativamente menor espessura do ventrículo esquerdo (p<0,030) e a área ocupada pelo colágeno no ventrículo esquerdo foi significativamente menor no MGOL e MGFL (p<0,001). A hiperglicemia materna esteve associada ao menor ganho de peso corporal da prole, porém a ingestão materna de farinha de linhaça e óleo de linhaça não foi capaz de modificar os parâmetros bioquímicos cardiovasculares. Além disso, apenas a suplementação com óleo de linhaça protegeu a prole contra o aumento da pressão arterial sistólica. Contudo sugere-se que houve uma ação benéfica desta oleaginosa, tanto na forma de farinha ou de óleo, contra o remodelamento aórtico e cardíaco
metadata.dc.description.abstractother: Diabetes mellitus during pregnancy is associated with maternal and perinatal complications in the offspring may induce a series of metabolic and cardiovascular disorders. Feeding can be a great influence in this process so that the therapeutic application of flaxseed has been studied, because it oilseed the best plant source of omega-3 fatty acid, which are currently considered by researchers, essential protective against cardiovascular disease. The aim of this study was to evaluate the influence of flaxseed meal and flaxseed oil on cardiovascular indicators and cardiac morphology of offspring of diabetic rats in adulthood. Rats (n= 24) were induced to diabetes by high-fat diet (60% fat) and streptozotocin. After confirmation of diabetes (glucose > 300mg/dL) were for mating and confirmed pregnancy were divided into four groups: control group (CG- receiving casein diet casein), hyperlipidic group (HG- receiving fat high diet), flaxseed flour group (FFG- receiving fat high diet with added flaxseed meal) and flaxseed oil group (FOG- receiving fat high diet with addition of flaxseed oil). After weaning, six males (M) in each group were separated and have received commercial diet until 100 days of life. At 90 days, the systolic blood pressure was measured. At sacrifice blood was collected by cardiac puncture and serum was separated for biochemical analysis of lipid profile, monocyte chemotactic protein 1 (MCP-1) and vascular endothelial growth factor (VEGF). The aorta and heart were removed and fixed for histological analysis. The analyzes were performed in S-Plus 8.0 software, with significance level of p<0.05. Maternal hyperglycemia led to increased levels of blood pressure, HGM, OFGM and FFGM (+31.8%, +15.5%, +28.4%, p<0.001), however the maternal use of oil flaxseed led to reduction in the value of pressure in relation to the HGM. A lower body weight was found in groups HGM, OFGM and FFGM (p<0.0076), but the average feed intake (p<0.001) was significantly larger in FFGM. It was observed that the experimental diets did not affect the serum concentration of MCP-1 (p=0.155), VEGF (p=0.516), cholesterol (p=0.589), triglycerides (p=0.541), HDL-c (p=0.868), LDL-c (p=0.571) and VLDL-c (p=0.541). The thickness of the intima-media layer of the aorta was significantly lower in OFGM and FFGM (p<0.001), lumen area was similar between groups (p<0.093) and a higher percentage of elastic fibers were found in OFGM and FFGM (p<0.002). The offspring of FFGM significantly showed lower left ventricular thickness (p<0.030) and occupied by collagen in the left ventricle area was significantly lower in OFGM and FFGM (p<0.001). Maternal hyperglycemia was associated whit lower weight gain of offspring, but maternal intake of flaxseed meal and flaxseed oil was not able to modify the cardiovascular biochemical parameters. Furthermore just supplementation with linseed oil to protect offspring against the increase in systolic blood pressure. However it is suggested that there was a beneficial action of this oleaginous, both in the form of flour or oil, against aortic and cardiac remodeling
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9427
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