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Title: Dopplervelocimetria da artéria oftálmica em gestantes gemelares
Authors: Monteiro, Viviane Nascimento Pereira
metadata.dc.contributor.advisor: Sá, Renato Augusto Moreira de
metadata.dc.contributor.advisorco: Oliveira, Cristiane Alves de
metadata.dc.contributor.members: Santos, Alair Augusto Sarmet Moreira Damas dos
Lopes, José Maria de Andrade
Carvalho, Paulo Roberto Nassar de
Issue Date: 2014
Citation: MONTEIRO, Viviane Nascimento Pereira. Dopplervelocimetria da artéria oftálmica em gestantes gemelares. 2014. 53 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2014.
Abstract: A hipertensão é a complicação clínica mais comum da gravidez e uma das principais causas de complicações fetal, neonatal e materna em todo o mundo. A gestação gemelar, por si só, é um fator de risco isolado para o desenvolvimento e/ou agravamento das síndromes hipertensivas. Sua incidência vem aumentando nos últimos 30 anos, devido ao aumento da idade materna e à difusão das técnicas de reprodução assistida, correspondendo atualmente a cerca de 3% do total de nascimentos. A análise dos vasos orbitais pode auxiliar na avaliação e conduta das pacientes que apresentam hipertensão arterial durante a gestação, seja ela única ou múltipla. O ecodoppler ocular tem se mostrado método promissor, objetivo e de grande acuidade no diagnóstico de gravidade de pré-eclâmpsia, assim como no diagnóstico diferencial entre pré-eclâmpsia e hipertensão arterial crônica. No entanto, não existe um consenso na literatura que estabeleça os parâmetros dopplerfluxométricos da artéria oftálmica em pacientes saudáveis com gestações múltiplas. Os objetivos do presente estudo são avaliar os parâmetros dopplervelocimétricos da artéria oftálmica materna, índice de resistência (IR), índice de pulsatilidade (IP) e o peak ratio (PR), na gestação gemelar em pacientes saudáveis, entre 12 e 38 semanas de gestação, comparar os valores obtidos na gestação gemelar com os valores dos mesmos índices encontrados na gestação única e estabelecer valores de referência para IR, IP e PR em pacientes saudáveis com gestação gemelar. Foram avaliadas 64 gestantes gemelares, atendidas no Pré-Natal da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no período entre 2010 e 2013. O grupo de gestação única foi composto por 289 gestantes. Os índices IR, IP e PR foram determinados no olho direito. Os dados colhidos foram submetidos à análise estatística (S-Plus versão 8,0). Foi realizada análise de regressão linear para avaliar a influência da idade gestacional nos índices obtidos nas gestações gemelares. Embora tenha sido observada correlação estatisticamente significativa entre IR, IP, PR e a IG na gestação gemelar, a diminuição por semana observada para IR e IP, e o aumento por semana observado para PR não apresentaram relevância clinica. Por esse motivo, foi utilizada média e desvio padrão dos índices estudados para comparação entre as gestações gemelares e únicas, através do teste t de Student. Foi adotado o nível de significância de 5% para todos os testes estatísticos. A média e o desvio padrão para IR, IP e PR encontrados nas gestantes gemelares foram respectivamente 0,77 ± 0,07, 1,79 ± 0,46 e 0,53 ± 0,12. A média e o desvio padrão para IR, IP e PR nas gestantes normotensas foram 0,75 ± 0,05, 1,88 ± 0,43 e 0,52 ± 0,10. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os valores de IP e PR observados nas gestantes gemelares e aqueles observados nas gestantes com feto único. No entanto, foi observada diferença estatisticamente significativa entre os valores de IR nestes dois grupos (P = 0,0332). As gestantes gemelares apresentaram média superior em 0,02 unidades de IR quando comparadas as gestações únicas. Os índices IP e PR se mostraram os melhores índices para avaliação das gestações gemelares, podendo ser utilizados na práticas os mesmos valores de referência estabelecidos para gestações únicas pra esses índices
metadata.dc.description.abstractother: Hypertension is the most frequent clinical complication of pregnancy and is a major cause of fetal, neonatal and maternal complications worldwide. Twin pregnancy, by itself, is an independent risk factor for the development and/or aggravation of hypertensive disorders. Its incidence has increased over the last 30 years due to increased maternal age and the spread of assisted reproduction techniques, currently representing around 3% of total births. The orbital vessels analysis may assist in the evaluation and management of patients with hypertension during pregnancy, whether single or multiple. Ocular doppler ultrasound has became a promising and objective method of great accuracy for the diagnosis of pre-eclampsia severity, as well as being so important in the differential diagnosis between pre-eclampsia and chronic hypertension. However, there is no consensus in the literature that establishes the ophthalmic artery doppler ultrasound parameters in healthy patients with multiple gestations. The objectives of this study are to evaluate the doppler parameters of maternal ophthalmic artery, resistance index (RI), pulsatility index (PI) and the peak ratio (PR) in twin pregnancy in healthy patients between 12 and 38 weeks of gestation. Compare the values obtained in twin pregnancy with the values of the same ratios found in single pregnancies and establish reference values for RI, PI and PR in patients with healthy twin pregnancy. Sixty-four twin pregnant women were evaluated in Pré-natal area of Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) in the period between 2010 and 2013. The singletons group comprised 289 pregnant women. The PI and PR rates were determined in the right eye. The collected data were subjected to (S-Plus version 8.0) statistical analysis. Linear regression analysis was performed to evaluate the influence of gestational age on the scores obtained in twin pregnancies. Although statistically significant correlation was observed between RI, PI, PR and GA in twin pregnancy, decrease by week observed for IR and IP, and increase by week observed for PR showed no clinical relevance. For this reason, we used mean and standard deviation of the indices studied for comparison between twin and singleton pregnancies, using the Student t test. Significance level of 5% for all statistical tests was adopted. The mean and standard deviation for RI, PI and PR found in twin pregnancy were respectively 0.77 ± 0.07, 1.79 ± 0.46 and 0.53 ± 0.12. The mean and standard deviation for RI, PI and PR in normotensive pregnant women were 0.75 ± 0.05, 1.88 ± 0.43 and 0.52 ± 0.10. No statistically significant differences were observed between the values of IP and PR in twin pregnant women and those observed in singleton pregnant women. However, statistically significant differences between IR was observed in these two groups (P = 0.0332). The twin pregnancies had an average 0.02 units higher in IR when compared to singleton pregnancies. The IP and PR indexes proved to be better for twin pregnancies evaluation, and usable in practice with the same reference values established for these indexes in singleton pregnancies
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9455
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