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Title: Vida descalça: um estudo sobre o racismo de estado brasileiro
Authors: Cruz, Lilian Faustino da
metadata.dc.contributor.advisor: Lima, Cláudia Henschel de
metadata.dc.contributor.advisorco: Prado, Guilherme Augusto Souza
metadata.dc.contributor.members: Leite, Ana Paula Todaro
Lanzara, Arnaldo Provasi
Issue Date: 2018
Citation: CRUZ, Lilian Faustino da. Vida descalça: um estudo sobre o racismo de estado brasileiro. 2018. 91f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia)-Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Fluminense, 2018.
Abstract: O trabalho dedica-se a uma análise sobre o racismo no Brasil a partir da articulação dos conceitos de biopolítica, necropolítica e vida nua, retomando a relevância do poder médico para consolidar o racismo no projeto de nação republicana e para que o Estado se estruture a partir dele. É apresentado, então, o racismo como um mecanismo fundamental do poder, e posteriormente, o que intitulo de pacto civilizatório pelo silêncio como o principal mecanismo do racismo, a fim de demonstrar as reverberações cívicas da discriminação racial para todo o país, pois enquanto o racismo não for pautado na narrativa histórica, não teremos democracia racial nem governo democrático. A trajetória da pesquisa passa pela teoria de Michel Foucault, que expõe o empobrecimento do discurso histórico e sua centralidade para a manutenção do poder soberano, cujo sentido Achille Mbembe remonta ao colonialismo e à escravidão. No marco teórico de Giorgio Agamben é feita uma releitura da vida nua a partir do caráter dúbio da abolição, o que leva à denominá-la vida descalça. Nesse ínterim, a revisão bibliográfica da psicopatologia brasileira na virada do século XIX para o século XX, revela como a psiquiatria contribuiu significativamente para dissimular e consagrar até os dias atuais a injúria - via de regra insultante, mas nem sempre hostil. Todas essas considerações são cruciais para os profissionais de psicologia repensarem sua prática, pois apesar da profissão ser regulada por um código de ética comprometido com o fim da opressão, este por si só não forja um posicionamento antirracista que desfaça laços com o embranquecimento.
metadata.dc.description.abstractother: The work is devoted to an analysis of racism in Brazil, based on the articulation of the concepts of biopolitics, necropoly and naked life, retaking the relevance of medical power to consolidate racism in the republican nation project and for the State to structure itself from it. Racism is then presented as a fundamental mechanism of power, and later, what is called a civilizing pact for silence as the main mechanism of racism, in order to demonstrate the civic reverberations of racial discrimination for the whole country, for as long as the racism is not based on historical narrative, we will not have racial democracy nor democratic government. The trajectory of the research passes through the theory of Michel Foucault, which exposes the impoverishment of historical discourse and its centrality to the maintenance of sovereign power, whose meaning Achille Mbembe goes back to colonialism and slavery. In the theoretical framework of Giorgio Agamben a rereading of the naked life is made from the dubious character of the abolition, what takes to denominate it barefoot life. In the meantime, the bibliographic review of Brazilian psychopathology at the turn of the nineteenth century for the twentieth century reveals how psychiatry significantly contributed to disguising and consecrating up to the present day the injury - always insulting but not always hostile. All these considerations are crucial for psychologists to rethink their practice, for although the profession is regulated by a code of ethics committed to the end of oppression, it alone does not forge an anti-racist stance that undoes ties with whitening.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9619
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