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Title: Até que o defunto autor Brás os destrone : uma leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas
Authors: Santos, Frederico Chevrand Pagnuzi dos
metadata.dc.contributor.advisor: Bezerra, Paulo Azevedo
metadata.dc.contributor.members: Bezerra, Paulo Azevedo
Ribeiro, Luis Filipe
Rodrigues Filho, Nelson
Issue Date: 2013
Abstract: Através da leitura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado por Machado de Assis em 1881, analiso a figura de Machado de Assis como o autor primário e o defunto-autor Brás Cubas como o autor secundário, conforme perspectiva bahktiniana. A categoria de defunto- autor está vinculada à tradição dos diálogos dos mortos, que remonta à sátira menipeia e Luciano de Samósata. Ao receber o poder de criação das mãos de Machado, o finado Brás assume uma nova identidade, uma vez que cria e narra do espaço da campa e, com isso, pode livremente desmascarar a todos em suas memórias. Penso em tal procedimento como herança da cosmovisão carnavalesca que é o norte para o destronamento dos marginalizados (Eugênia, Marcela e Dona Plácida) e da aristocracia (Virgília, o pai do finado, Brás vivo e o Brás morto). Criticar, desmascarar, destronar, cada passo de destruição marca a construção de um defunto autor que fica para a história do romance.
metadata.dc.description.abstractother: By reading the novel The Posthumous Memoirs of Brás Cubas by Machado de Assis, published in 1881, I analyze the figure of “Machado de Assis” as the primary author, and the “deceased author” Brás Cubas as secondary author, as in Bakhtin ́s perspective. The category of “deceased writer” is related to the tradition of “dialogues of the dead”, which dates back to Menippean satire and to Lucian of Samosata. By receiving the creative power from the hands of Machado, the deceased Brás assumes a new identity, as it creates and narrates from the grave, and thus can freely expose everyone in his memoirs. I think of this procedure as a heritage of Carnival worldview by which the deceased author dethrone the marginalized (Eugenia, Marcela and Dona Placida) and the aristocracy (Virgilia, the father of the deceased, Bras alive and dead). To criticize, expose, and dethrone every step of destruction mark the construction of a deceased author who gets to the history of the novel.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9718
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