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Title: Comparação de metodologias diagnósticas para leishmaniose visceral em cães domésticos provenientes de área de baixa transmissão nas cidades de Niterói e Maricá, Rio de Janeiro
Authors: Spinelli, Renan Monnerat
metadata.dc.contributor.advisor: Sudré, Adriana Pittella
metadata.dc.contributor.advisorco: Fernanda Nunes Santos
metadata.dc.contributor.members: Figueiredo, Beatriz Brener de
Silva, Valmir Laurentino
Goulart, Patricia Riddell Millar
Issue Date: 2018
Abstract: O diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) deve ser eficaz e rápido e estar associado a uma política de esclarecimento e conscientização da população para um controle efetivo desta zoonose. Entretanto, o diagnóstico ainda é um dos maiores desafios na medicina veterinária, especialmente em áreas de baixa transmissão. Portanto, o objetivo deste estudo foi comparar metodologias diagnósticas utilizadas para LVC, em cães nas cidades de Niterói e Maricá, RJ, consideradas de baixa transmissão, e associar esses resultados aos dados clínicos e hematológicos destes animais. Foram utilizados os testes sorológicos TR-DPP® e ELISA (EIE®-LVC e ELISA “in house”) para triagem dos 214 cães participantes do estudo. Utilizando o preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) para definir um animal positivo para LVC (TR-DPP® + EIE®-LVC) obtivemos um total de 9,3% (20/214) de animais positivos. Utilizou-se como critério para coleta de material biológico para confirmação parasitológica a positividade no TR-DPP®. Foram coletados material de medula óssea e fragmento de pele para realização dos seguintes testes parasitológicos: histopatologia, imunohistoquímica e cultura. O material da medula óssea foi previamente centrifugado e fixado em solução específica para a formação do “Cell Block” para posteriormente ser submetido às análises por histopatologia e imunohistoquímica. Também foram confeccionadas lâminas de “squash” da medula óssea. Do total de 20 cães analisados 75% (15/20) apresentaram em pelo menos uma análise, formas parasitárias compatíveis com Leishmania sp. Ao utilizarmos a medula óssea como amostra, observamos que a pesquisa direta (“squash”) revelou 73,7% (14/19) de animais com presença de formas parasitárias semelhantes a amastigotas de Leishmania sp., 15,8% (3/19) positivaram na análise histopatológica do “Cell Block”, 36,8% (7/19) na análise da imunohistoquímica e 55,5% (10/18) obtiveram crescimento da forma parasitária na cultura “in vitro”. Já em relação aos fragmentos íntegros de pele utilizados como amostra, observamos que 20% (4/20) dos animais apresentaram formas parasitárias na histopatologia, em 25% (5/20) das amostras obtivemos resultados positivos na análise da imunohistoquímica e em 42,1% (8/19) dos fragmentos íntegros de pele encaminhados para cultura obtivemos crescimento do parasito. As amostras positivas na cultura foram submetidas à caracterização por isoenzimas onde foi confirmada a espécie Leishmania infantum. Das técnicas parasitológicas observamos que a medula óssea obteve os melhores resultados ao ser utilizada como amostra, e o “squash” apresentou melhor desempenho entre os testes realizados. Em relação à sintomatologia dos cães considerados positivos pelo MS obtivemos 60% (12/20) sintomáticos, 20% (4/20) oligossintomáticos e 20% (4/20) assintomáticos. Os sintomas mais comuns foram lesões de pele e alopecia local em 70% (14/20) dos cães, seguidas de emagrecimento e onicogrifose em 50% (10/20). E nas análises hematológicas e bioquímicas observamos principalmente anemia em 60% (12/20) dos animais soropositivos, hiperproteinemia em 70% (14/20) e hiperglobulinemia em 80% (16/20). Observamos, por fim, uma elevada quantidade de cães soropositivos, além da confirmação parasitológica com a presença de Leishmania infantum ratificando a circulação do parasito nesta área.
metadata.dc.description.abstractother: The diagnosis of Visceral Canine Leishmaniasis (LVC) should be effective and rapid and be associated with a policy of enlightenment and awareness of the population for an effective control of this zoonosis.. However, diagnosis is still one of the major challenges in veterinary medicine, especially in areas of low transmission. Therefore, the objective of this study was to compare diagnostic methodologies used for CVL in dogs in the cities of Niterói and Maricá, RJ, considered low transmission, and to associate these results with the clinical and hematological data of these animals. Serological tests TR-DPP® and ELISA (EIE®-LVC and ELISA in house) were used to screen the 214 dogs participating in the study. Using the recommended by the Ministry of Health (MH) to define a positive animal for LVC (TR-DPP® + EIE®-LVC) we obtained a total of 9.3% (20/214) of positive animals. Biological material was used as a criterion for the parasitological confirmation of the positivity in TR-DPP®. Bone marrow material and skin fragment were collected for the following parasitological tests: histopathology, immunohistochemistry and culture. The bone marrow material was previously centrifuged and fixed in a specific solution for the formation of the Cell Block and then submitted to histopathology and immunohistochemical analyzes. Bone marrow squash blades were also made. From the total of 20 dogs analyzed, 75% (15/20) presented, in at least one analysis, parasitic forms compatible with Leishmania sp. When we used the bone marrow as a sample, we observed that squash showed 73.7% (14/19) of animals with parasitic forms similar to Leishmania sp. Amastigotes, 15.8% (3 / 19) were positive in the histopathological analysis of the Cell Block, 36.8% (7/19) in the immunohistochemical analysis and 55.5% (10/18) obtained parasite growth in the in vitro culture. Regarding the intact skin fragments used as a sample, we observed that 20% (4/20) of the animals had parasitic forms in the histopathology, 25% (5/20) of the samples obtained positive results in the immunohistochemical analysis and in 42.1% (8/19) of the intact skin fragments sent to the culture we obtained growth of the parasite. The positive samples in the culture were submitted to the characterization by isoenzymes where the species Leishmania infantum was confirmed. From the parasitological techniques, we observed that the bone marrow obtained the best results when used as a sample, and squash presented better performance among the tests performed. Regarding the symptomatology of the dogs considered positive by MH, we obtained 60% (12/20) symptomatic, 20% (4/20) oligosymptomatic and 20% (4/20) asymptomatic. The most common symptoms were skin lesions and local alopecia in 70% (14/20) of dogs, followed by weight loss and onychogrifosis in 50% (10/20). In hematological and biochemical analyzes, we observed mainly anemia in 60% (12/20) of seropositive animals, hyperproteinemia in 70% (14/20) and hyperglobulinemia in 80% (16/20). We observed, finally, a high number of seropositive dogs, besides the parasitological confirmation with the presence of Leishmania infantum ratifying the circulation of the parasite in this area.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9753
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