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Title: Sujeito e espaço: o funcionamento das denominações sobre o espaço urbano no discurso jornalístico
Authors: Santos, Diane Mageste dos
metadata.dc.contributor.advisor: Silva, Silmara Dela
metadata.dc.contributor.members: Baalbaki, Angela
Garcia, Dantielli Assumpção
Issue Date: 17-Aug-2018
Abstract: Esta pesquisa propõe a compreensão discursiva do espaço urbano, na medida em que ele pode ser simbolizado por diferentes denominações, como por exemplo, bairro ou comunidade. Essas denominações explicitam o caráter político e histórico dos mecanismos que regulam a vida social dos sujeitos. A fim de pensar tal regulação, tomamos por base teórica e analítica a visão materialista da análise do discurso francesa, calcada na filosofia de Michel Pêcheux. A relação entre espaço e sujeitos é determinante para a forma de vida atual em que significam e são significados sujeitos-moradores de bairros ricos ou pobres. Essas são significações determinadas de forma política, que geram segregação social e diferenciação no modo como o poder público atende a esses espaços. Diante desse cenário, recortamos alguns fragmentos que se relacionam à linguagem e à situação, os recortes foram recolhidos de reportagens do espaço digital, que seguem disponíveis para consulta online, embora tenham circulado antes na televisão entre os anos 2013 e 2016. Em prol de questionar evidências, desnaturalizar pré-construídos e desautomatizar formas de pensar postas como únicas, dividimos as análises em dois momentos: no primeiro refletimos sobre as denominações em dois eixos temáticos: a)bairro-comunidade; b)comunidade-favela-comunidade. No segundo momento, pensamos o sujeito em sua relação com o espaço também em dois eixos temáticos: a) sujeito-sofrimento b) sujeito-violência. Esses eixos temáticos permitem observar o processo discursivo entre as denominações bairro e comunidade que funcionam por sinonímia, por substituição, até a cristalização do “todo mundo sabe” o que é um bairro, ou quais bairros se tornam comunidade. Em alguns recortes, os sentidos para comunidade retomam já-ditos sobre favela, ou seja, esses dizeres funcionam no interdiscurso. Já em outros casos, comunidade traz sentidos de sociedade e comunitarismo e não de espaço, tais recortes possibilitam pensar a natureza político-ideológica funcionando na contradição, como os objetos paradoxais que são, pois, o lugar da falha por excelência. Da mesma forma que sujeitos e sentidos se constituem ao mesmo tempo, não há forma de pensar a cidade e suas divisões sem pensar o sujeito. Em nosso material, o sofrimento dos moradores consiste na falta de passagem adequada, já que há muita poeira e lama. Apesar de ser o sofrimento que carece de atenção, a repercussão dada a essas áreas relaciona-se à produção de violência, e não ao sofrimento dela, ao passo que a repetição dessas notícias de maneira naturalizada em algumas regiões da cidade produz sentidos de homogeneização, e de banalização da violência. Todavia, os sujeitos identificam-se a uma posição-sujeito no interior do espaço simbólico, sendo, portanto, um corpo sócio-histórico de sentidos em constante ressignificação
metadata.dc.description.abstractother: This research aims the discursive comprehension of the urban space, as far as it is symbolized by different denominations, such as borough or community. These denominations express the political and historic features that rule the subjects’ social lifestyle. In order to understand such regulation, we take the materialistic approach from the French discourse analysis, based on Michel Pêcheux’s philosophy, as a theoretical and analytical basis. The relation between space and subjects is determining for the current way in which they represent and are represented as subject-residents of a rich or poor area. These are representations determined by means of political issues, which create social segregation and distinctiveness in how the public authorities serve to these different areas. Given this scenario, we have selected some excerpts from journalistic reports, regarding the language used and also the situation itself. These excerpts were extracted from a digital platform, although they had also been previously broadcasted on television between 2013 and 2016. So as to question the evidences, denaturalize pre-constructed concepts and “de-automate” dominant mindsets, we have divided the analyses in two fundamental moments: in the first one we reflect on the denominations in two thematic axes: a) borough-community; b) community-slum-community. In the second one, we think about the subject concerning their space, in two axes as well: a) subject-suffering; b) subject-violence. These thematic axes allow us to observe throughout the discursive process among the denominations of borough and community, coming across the fact that they might be considered synonyms, substituted by one another, until they are crystalized under a common sense upon which ones is a borough and which one is considered a community. In some of our excerpts, the meaning of community brings back some hidden backgrounds of another one – slum -, that is to say, these subtle utterances are part of the interdiscourse. On the other hand, some other excerpts bring community as an alternative to society and communitarianism, rather than space. Therefore, this enable us to also think about the political-ideological nature of a contradiction, as paradoxical objects that are, quintessentially, the place of failure. Likewise individuals and meanings are constituted simultaneously; there is no way of thinking about the city and its partitions, sparing the subject. In our set of data, the residents’ suffering come from the lack of proper access, since there is too much dust and mud. Despite the fact that it is the suffering that requires attention, it turns out that it is the violence factor that causes repercussion to these areas, instead of the sorrow itself, whereas the naturalized recurrence of these pieces of news in certain areas of the city creates the homogenization and triviality towards violence. However, the subjects take up their position in the inner part of a symbolic space, and, therefore, stand as a social-historical figure, full of meanings in constant redefinitions
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/9990
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